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Problemas com o voo? Saiba como resolver no balcão do aeroporto!

Os documentos que garantem seus direitos quando a viagem sai do roteiro

Fala pessoal tudo bom!

Quem viaja muito sabe: cedo ou tarde você vai passar algum perrengue com companhia aérea, infelizmente. E nas expedições fotográficas a gente voa bastante. São conexões apertadas, aeroportos pequenos – e às vezes, gigantescos – voos regionais, e uma mochila cheia de equipamento que vale muito mais do que a passagem.

Eu por exemplo, já tive a mala extraviada algumas vezes – sempre chegou, ainda que atrasada – e já perdi alguns voos por atraso na conexão da própria companhia, e precisei recorrer ao combo táxi-hotel-comida ofertado por eles, que nem sempre vale a pena. 

Nessas horas, a maioria das pessoas fica nervosa, discute com o atendente e sai do balcão sem nada na mão. O que pouca gente sabe é que, para cada situação, existe um documento específico que você pode e deve pedir. É ele que garante seus direitos depois, seja para pedir reembolso, indenização ou simplesmente provar o que aconteceu.

Separei aqui as quatro situações mais comuns que acontecem, e o que pedir em cada uma delas. Vale uma observação: as regras aqui são as da Anac, que valem para voos no Brasil e para voos internacionais operados a partir daqui. Algumas delas mudam a partir de 26 de outubro de 2026, e eu já deixei tudo atualizado no texto.

1. Voo cancelado? Peça a Declaração de Contingência

Voo cancelado é um dos maiores perrengues que podemos passar em uma viagem de avião. Mas, antes de sair do balcão, peça à companhia uma declaração por escrito com o número do voo, o horário original e o motivo do cancelamento. Ela é conhecida como declaração de contingência, e a empresa é obrigada a fornecer sempre que o passageiro pede.

Esse papel é a sua prova. Se o cancelamento aconteceu por um problema da própria companhia, como manutenção, falta de tripulação ou reorganização da malha, você pode buscar uma indenização depois. Se foi mau tempo ou fechamento do aeroporto, a companhia não precisa indenizar, mas continua obrigada a te dar assistência. Com a regra nova da Anac, essa diferença ficou ainda mais importante. Sem o motivo por escrito, vira a sua palavra contra a dela.

Além da declaração, a escolha entre ser reacomodado em outro voo, receber o reembolso ou seguir por outro meio de transporte é sua, e não da companhia. Se a espera passar de 2 horas, você tem direito a alimentação. Se passar de 4 horas e for preciso dormir fora, a companhia tem que pagar hotel e transporte.

E guarde todas as notas. Em situações excepcionais, como falta de hotel disponível na cidade, a companhia pode pedir que você pague e reembolsar depois, em até 7 dias. Mas só com o comprovante na mão.

O mesmo vale quando você perde uma conexão porque o primeiro voo atrasou. Se os dois trechos estão na mesma reserva, a responsabilidade é da companhia, e você tem exatamente os mesmos direitos de um voo cancelado. Peça a declaração de contingência registrando o atraso do primeiro voo. Atenção: se você comprou os trechos separadamente, a companhia não tem obrigação nenhuma com a sua conexão. Por isso, sempre que possível, compre tudo num bilhete só.

2. Overbooking? peça a Declaração de Preterição de Embarque

O overbooking acontece porque as companhias vendem mais passagens do que assentos, apostando que alguns passageiros não vão aparecer. Quando todo mundo aparece, alguém fica de fora.

Antes de barrar qualquer pessoa, a companhia tem que procurar voluntários dispostos a trocar de voo em troca de alguma vantagem negociada. Se você aceitar a oferta, vale o que foi combinado ali. Agora, se você não aceitou e mesmo assim foi impedido de embarcar, isso se chama preterição de embarque, e aí a conversa muda.

Peça a declaração de preterição por escrito e saiba que você tem direito a uma compensação financeira imediata, paga ali mesmo no aeroporto, por transferência, em dinheiro ou em voucher: 250 DES em voos nacionais e 500 DES em voos internacionais. O DES é uma moeda de referência do FMI, e o valor em reais acompanha o câmbio. Hoje (out/26) dá algo em torno de R$ 1.900 a R$ 2.000 no voo nacional, e o dobro no internacional.

E isso é só o começo. Você continua escolhendo entre reacomodação, reembolso ou outro transporte, tem direito à mesma assistência de alimentação e hotel do item anterior, e receber essa compensação não impede que você busque uma indenização na Justiça depois.

Ou seja: se não te perguntaram se você aceitava ficar, não é favor da companhia. É direito seu.

3. Obrigaram a despachar a mala de mão? Peça a Declaração Especial de Valor

Esse aqui é o que mais tira o sono de fotógrafo. Voo cheio, bagageiro lotado, e no portão a companhia decide que a sua mala de mão vai para o porão. Junto com a câmera, as lentes e o drone.

A primeira coisa a fazer não é pedir documento nenhum. É tirar da mala tudo o que for caro ou frágil e levar com você numa mochila ou bolsa menor: corpo de câmera, lentes, HD, notebook. Baterias avulsas e power banks nem podem ir no porão, então já saem também. Além do risco de extravio, a regra da Anac permite que a companhia deixe de indenizar danos em item frágil despachado. Equipamento fotográfico tem que viajar com você.

Se não tiver como tirar, peça a declaração especial de valor antes de entregar a mala. Sem ela, o máximo que a companhia é obrigada a pagar em caso de extravio ou violação é 1.131 DES, (algo perto de R$ 9 mil na cotação de outubro/26). Quem é fotógrafo sabe que esse valor muitas vezes não paga nem uma lente. A declaração é feita num formulário da própria companhia, você fica com uma via, e ela aumenta o valor da indenização caso algo aconteça.

Por outro lado, a companhia pode pedir nota fiscal ou outro comprovante do valor, e costuma cobrar uma taxa quando é você que escolhe despachar. Quando é ela que obriga, advogados da área defendem que essa cobrança não deveria existir. Se mesmo assim a companhia se recusar a fazer a declaração, abra a mala na frente do atendente e filme tudo o que está indo para o porão. Esse vídeo vira a sua prova.

Sobre esse tema, as minhas dicas pessoais são as seguintes:
1- Evite, ao máximo, viajar com mala de mão. Concentre tudo em uma boa mochila, pois com essas dificilmente a cia aérea implica. Eu mesmo viajo sempre com uma f/stop Gear Tilopa 50, uma mochila enorme, e nunca me barraram, mas também não levo jamais a mala de mão de rodinha junto.
2- Você não precisa levar todo seu equipamento de fotografia na mochila. Filtros, carregadores, cabos, tripé, acessórios não eletrônicos, eu coloco na mala grande despachada, para aliviar o peso da mochila durante a viagem.
3- Caso você não possa carregar uma mochila no aeroporto, por excesso de peso nas costas ou qualquer outro motivo, ok a mala de mão é a solução. Mas tome as seguintes precauções: tenha dentro dela uma mochila dobrável (tipo essa aqui) para usar em caso de emergência, se possível, garanta um lugar nos primeiros grupos de embarque (geralmente as tarifas ou assentos mais caros, mais à frente do avião, mas não necessariamente de categoria business ou primeira classe). Acontece que quem embarca primeiro encontra espaço no bagageiro e raramente é obrigado a despachar a mala. Esse fardo costuma sobrar para quem embarca por último.

4. Mala extraviada? preencha o RIB

Essa é clássica. A esteira parou, todo mundo já foi embora e a sua mala não apareceu, dando aquela angústia no coração. Não saia do aeroporto antes de ir ao balcão da companhia, ainda na área de desembarque, e preencher, junto com o atendente, o RIB, o Registro de Irregularidade de Bagagem (lá fora ele se chama PIR, Property Irregularity Report). Você recebe um número de protocolo, e é com ele que vai acompanhar tudo depois. Guarde junto o cartão de embarque e a etiqueta da mala que colaram no seu bilhete. Pegue com o atendente um número de telefone que você possa ligar para saber o status da mala.

A partir daí, a companhia tem 7 dias em voos nacionais e 21 dias em voos internacionais para encontrar a mala e entregar no endereço que você informar, sem custo nenhum. Se não encontrar nesse prazo, o extravio passa a ser definitivo e ela tem mais 7 dias para te indenizar.

Enquanto a mala não chega, se você estiver fora da sua cidade, as compras de emergência (roupa, itens de higiene) devem ser ressarcidas em até 7 dias depois que você apresentar as notas. E se a mala chegar, mas danificada ou violada, você tem até 7 dias a partir do recebimento para registrar a reclamação.

Em uma expedição, uma mala extraviada no primeiro dia pode significar ficar sem roupa de frio no alto de um vulcão. Por isso vale sempre levar na bagagem de mão, se possível, uma muda de roupa e as peças essenciais do sistema de camadas.

Eu já tive a mala extraviada diversas vezes, por isso tem outras precauções que eu particularmente tomo nesta questão, que são: 
1- Na hora de despachar, com a mala já na balança do check in, eu sempre faço uma foto da mala ali no balcão da companhia. Isso prova que eu despachei corretamente, e também mostra como é a mala – quando ela for extraviada, a primeira pergunta que o atendente vai te fazer é “como é a mala?” e aí eu mostro a foto do celular para ajudar a identificar.
2- Já tem algum tempo que coloquei uma airtag dentro da mala despachada. Dessa forma eu estou sempre monitorando pelo celular onde a mala está, e se for extraviada, rapidamente já consigo indicar para o atendente se ela ficou no aeroporto anterior, ou se foi enviada para outro destino. Não resolve o problema, mas ajuda a localizar mais rapidamente. 

Resumindo

Se você chegou até aqui, guarde essa colinha para a próxima viagem:

  • Voo cancelado ou conexão perdida: Declaração de Contingência
  • Overbooking: Declaração de Preterição de Embarque
  • Mala de mão despachada à força: Declaração Especial de Valor
  • Mala extraviada: RIB

E, em qualquer situação, guarde todos os comprovantes e tire fotos do painel de voos. Se a companhia não resolver, você pode registrar reclamação no Portal do Consumidor e na Ouvidoria da Anac. Para casos mais sérios, vale procurar um advogado especializado em direito do passageiro.

Essas são dicas valiosas que eu vou deixar aqui para vocês consultarem sempre que precisarem, e espero que precisem muito pouco ou nunca! 

Nos vemos em campo!

Abraços,

Marcello

PS. Fontes de onde tirei todas essas informações: 

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti

Fotógrafo profissional e fundador da Gávea Expedições, Marcello Cavalcanti atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem.
É professor e criador de cursos online, com mais de 3.000 alunos formados, e desde 2021 lidera expedições fotográficas autorais no Brasil e no exterior, unindo técnica, curadoria de destinos e experiências imersivas em campo.
É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e professor de fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. Marcello administra cursos online de fotografia por onde já passaram mais de 3.000 alunos. Desde 2021, lidera expedições fotográficas para destinos no Brasil e exterior. É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f/stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Como foi: Pantanal 2026 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/como-foi-pantanal-2026/ Wed, 30 Sep 2026 14:06:04 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6994

Expedição Pantanal 2026

Relato de viagem

Em setembro de 2026 voltamos ao Pantanal Norte para mais uma expedição fotográfica em busca da onça-pintada. Foram 6 dias intensos no coração do maior alagado do planeta, e certamente uma de nossas edições mais marcante até aqui.

Saímos de Cuiabá pela Estrada Parque Transpantaneira, os cerca de 147 km de terra que cortam o Pantanal até Porto Jofre. A estrada já é, por si só, parte da expedição: ao longo do caminho, tuiuiús, jacarés, capivaras e uma infinidade de aves foram dando o tom do que viria pela frente.

Em Porto Jofre, a porta de entrada do Parque Estadual Encontro das Águas, nos hospedamos no barco-hotel Aguapé. Ficar embarcado nos colocou literalmente dentro do território das onças, com mais tempo nos rios e corixos e menos tempo em deslocamento, justamente o que faz diferença na busca pelo grande felino.

E o resultado não poderia ter sido melhor. Foram mais de 20 avistamentos de onça-pintada ao longo da expedição, incluindo a famosa Medrosa, uma das onças mais conhecidas da região, acompanhada de seus dois novos filhotes, Selva e Kairo. Acompanhar a mãe e os filhotes em momentos de descanso, deslocamento e brincadeira às margens dos rios foi um privilégio raro, daqueles que ficam para sempre na memória do grupo.

Mas o Pantanal vai muito além das onças. Também tivemos encontros com a anta, o maior mamífero terrestre da América do Sul, e com as ariranhas, sempre barulhentas e agitadas nos barrancos dos rios. E, como não poderia faltar, fotografamos inúmeras espécies de aves, entre tuiuiús, martins-pescadores, biguás e biguatingas, garças e gaviões, em um bioma que abriga mais de 600 espécies.

E a expedição guardou o melhor para o final. No último dia, registramos Medrosa e seus dois filhotes juntos em uma árvore: três onças em um único quadro. A imagem ganhou repercussão nacional e virou reportagem no G1/Globo.com. Um fechamento perfeito para uma semana que já tinha sido extraordinária.

Nosso enorme agradecimento aos participantes que embarcaram nessa aventura com tanta energia e paciência, à tripulação do Aguapé e à nossa equipe de campo, que conhece esses rios como ninguém e faz de tudo para nos colocar diante desses animais incríveis.

O Pantanal segue sendo um dos lugares mais extraordinários do planeta para a fotografia de vida selvagem, e já estamos contando os dias para voltar.

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá!

Fotos

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Como foi: Raso da Catarina 2026 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/como-foi-raso-da-catarina-2026/ Tue, 15 Sep 2026 13:01:31 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6919

Expedição Raso da Catarina 2026

Relato de viagem

Em setembro de 2026 realizamos a 2ª edição da nossa Expedição Raso da Catarina, uma imersão de 5 dias em um dos cantos mais isolados e desconhecidos do sertão baiano. A expedição nasceu em 2025 com um objetivo claro, a astrofotografia. Mas, a cada edição, fica mais evidente que o Raso é muito mais do que isso: é um mergulho completo na Caatinga, em sua natureza, sua cultura e, claro, em seu céu noturno. Novamente, a expedição foi realizada em parceria com o astrônomo e astrofotógrafo Igor Borgo, que conduziu as sessões noturnas e ajudou o grupo a entender o que estava fotografando no céu.

Partimos de Paulo Afonso, BA, rumo ao coração do Raso, em uma jornada que já deixava claro o espírito da viagem. As distâncias são grandes, o calor é intenso e boa parte dos caminhos só é possível em veículos 4×4. É justamente esse isolamento que transforma a experiência fotográfica.

Durante o dia, caminhamos pelos cânions de arenito entre mandacarus e xique-xiques, explorando formações esculpidas há milhões de anos e pela luz quente e dura do sertão. Nos fins de tarde, essa mesma luz ganhava tons dourados e avermelhados que davam às paisagens uma atmosfera quase irreal.

A fauna também foi protagonista. Tivemos a chance de fotografar a Arara-azul-de-lear, uma das aves mais raras do Brasil e símbolo da região, em seus paredões de pernoite, além do imponente Urubu-rei, cruzando o céu do sertão. São encontros que poucos fotógrafos têm o privilégio de viver, e que só acontecem juntos em lugares como este.

Um dos momentos mais marcantes da expedição foi, mais uma vez, o encontro com o povo Pankararé. Fomos recebidos para uma apresentação especial e exclusiva do ritual do Praiá, uma experiência carregada de significado, espiritualidade e força. Fotografar o Praiá é algo que vai muito além da técnica: é um exercício de respeito e compreensão, e certamente um dos pontos altos da viagem para todo o grupo. Aproveitamos aqui para deixar o nosso caloroso agradecimento a este povo, personificado na cacique Dona Neide e todos os Pankararé que participaram daquela linda apresentação.

Quando o sol se punha, começava a outra metade da expedição. Todas as noites saímos em busca da Via Láctea, das Nuvens de Magalhães, de Andrômeda, de Vênus e de tantos outros objetos que encontram, na paisagem do sertão, um cenário original para a fotografia noturna. Céus escuros, silêncio absoluto e cânions iluminados apenas pelas estrelas – ou também pelas nossas luzes de LED, que proporcionou aos participantes um entendimento maior sobre a iluminação artificial para fotografia noturna.

Fotógrafos ou não, é difícil passar pelo Raso da Catarina sem se impressionar. Desconhecido, isolado, fora da rota e 100% brasileiro.

Fica aqui nosso agradecimento ao parceiro Igor Borgo, por mais uma parceria de sucesso; à nossa equipe local, que faz de tudo para essa empreitada dar certo; aos Pankararé, pela generosidade de compartilhar conosco um momento tão especial; e, principalmente, aos participantes, que encararam essa aventura com entusiasmo, disposição e vontade de aprender e evoluir.

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá!

Fotos

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Como foi: Equador 2026 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/como-foi-equador-2026/ Mon, 31 Aug 2026 19:15:50 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6742

Expedição Equador 2026

Relato de viagem

Em agosto de 2026 realizamos nossa primeira expedição fotográfica pelo Equador, em uma travessia de 10 dias entre vulcões nevados, Páramos de altitude, florestas nubladas e comunidades andinas que resistem no alto da cordilheira.

Começamos falando do elefante — ou melhor, do urso — na sala. O urso-andino era o grande “astro” da viagem, e nós o encontramos. Várias vezes, inclusive. Mas sempre de uma distância considerável, encostas acima, longe de render as imagens que sonhávamos. Assim é a natureza e devemos sempre respeitar suas decisões, mas aqui vai o aprendizado mais bonito da expedição: o urso acabou ficando em segundo plano não por frustração, mas porque o Equador nos entregou tanta coisa no caminho que a lista de prioridades se reorganizou sozinha, dia após dia. 

Nossos primeiros dias foram nas reservas de Chakana e Antisana, a leste dos Andes, onde subimos até as bordas dos cânions em busca dos condores-andinos. E eles vieram. Rasantes bem próximos, cruzando o vazio entre as paredes de rocha com aquela envergadura absurda passando quase na altura dos olhos — uma daquelas situações em que o grupo inteiro para de respirar e só se ouve o som dos obturadores. Ali também fotografamos o famoso Estrela-equatoriana, o beija-flor de altitude – só ocorre entre 3.500 e 5.200m! –  e nos rendemos à paisagem do páramo: um ecossistema de vegetação rasteira, luz dura e horizontes gigantes que impressiona muito mais do que as fotos conseguem sugerir.

Os beija-flores, aliás, viraram um personagem recorrente da viagem. Foram dezenas de espécies diferentes registradas, tanto nos páramos quanto depois na floresta nublada — e cada ambiente com sua própria paleta e seu próprio comportamento. Para quem gosta de fotografia de vida selvagem, foi uma aula prática gigantesca de paciência, velocidade de obturador e leitura de luz.

Da altitude seca dos Páramos descemos para a umidade e a névoa da floresta nublada, e o cenário mudou completamente. Ficamos hospedados em um lodge encravado na altura da copa das árvores, dentro da floresta, na região do Mindo, e foi de lá que veio um dos momentos mais improváveis da expedição: o avistamento do raríssimo olinguito — pequeno mamífero descrito pela ciência há pouco mais de dez anos — e também do jupará, ambos surgindo na calada da noite entre as copas. Poucos fotógrafos no mundo têm essas imagens. De dia, a floresta nublada nos entregou praticamente toda a lista dos clássicos da região de Mindo e do vale de Tandayapa. O endêmico tucano-andino-de-bico-laminado , o capitão-tucano, outra endêmica e provavelmente a ave mais absurdamente colorida da viagem; o lindíssimo surucuá-mascarado, a gralha-turquesa e o fenomenal galo-da-serra andino, parecido com o nosso galo-da-serra amazônico mas com diferenças de cor no corpo. 

Seguimos enfim para a segunda parte da expedição, mais focada na paisagem e menos na vida selvagem. Nossa primeira parada foi à beira do Quilotoa, um enorme vulcão extinto cuja cratera foi inundada por um lago de água turquesa. Mesmo vendo mil fotos na internet, você chega lá despreparado para tanta beleza. Ali fizemos por do Sol, um pouco de astro e também um nascer do Sol de cinema. Foi também nessa região que fizemos um dos trabalhos mais significativos da viagem: os retratos dos remanescentes quíchuas, no povoado de Zumbahua, na cidade de Pujilí e ao longo das estradas de terra que cortam o altiplano. Rostos marcados pelo frio e pela altitude, chapéus, ponchos, feiras, rotina. Fotografia de gente feita com tempo, sorriso no rosto e muito respeito. 

Do Quilotoa fomos para o Parque Nacional Cotopaxi, e tivemos o privilégio de dormir dentro do parque, aos pés do vulcão ativo mais alto do mundo. Isso mudou tudo: significou estar em posição nas horas em que ninguém mais está. À noite, montamos os tripés sob um céu de altitude e fizemos sessões de astrofotografia com o cone nevado do Cotopaxi recortado contra as estrelas — uma daquelas noites que justificam sozinhas uma viagem inteira! 

Encerramos em Quito, caminhando pelo centro histórico — Patrimônio Mundial da UNESCO —, entre ruas de paralelepípedo, praças coloniais e igrejas barrocas, fechando a expedição com fotografia urbana e documental depois de tantos dias de natureza bruta.

Foram dias atravessando essa país andino, com um grupo especial de fotógrafos que encarou madrugadas geladas, altitude, neblina e um dia de chuva com bom humor, do primeiro ao último dia; nosso agradecimento enorme a cada um deles! E também à nossa equipe local que fez com que a expedição fosse um verdadeiro sucesso. O Equador é um país pequeno no mapa e imenso na diversidade — e já está claro para nós que voltaremos.

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá!

Fotos

Depoimentos de quem foi

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Rio de Janeiro 2027 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes/rio-de-janeiro-2027/ Thu, 02 Jul 2026 19:44:15 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6520

Rio de Janeiro 2027

Paisagem Urbana • Natureza

A partir de R$ 10.870,00

Entre o mar, as montanhas e a maior floresta urbana do mundo, o Rio de Janeiro oferece uma das paisagens mais espetaculares do planeta para a fotografia. Durante 6 dias, exploraremos mirantes, praias, trilhas, parques e alguns dos cenários mais emblemáticos da cidade — incluindo locais pouco conhecidos do grande público — sempre buscando a melhor luz para revelar a força da paisagem carioca. A programação inclui ainda uma visita a Niterói, de onde se descortina uma das mais belas vistas do Rio.

A cada dia, acompanharemos as transformações da luz sobre a paisagem carioca, fotografando amanheceres, pores do sol e cenas em que natureza e ambiente urbano se encontram de forma única. Um dos pontos altos da expedição será o registro do nascer da lua cheia sobre o horizonte, cuidadosamente planejado para alinhar o disco lunar com montanhas, mar e cidade, proporcionando uma das experiências fotográficas mais marcantes do roteiro.

Um momento especial será a visita à Estação Ecológica do Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim, onde fotografia e conservação caminham lado a lado em um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país. Essa é uma expedição pensada para fotógrafos de todos os níveis que desejam conhecer o Rio além dos cartões-postais, aperfeiçoar seu olhar e produzir imagens que revelam por que a paisagem carioca é considerada uma das mais belas do mundo.

Entre o mar, as montanhas e a maior floresta urbana do mundo, o Rio de Janeiro oferece uma das paisagens mais espetaculares do planeta para a fotografia. Durante 6 dias, exploraremos mirantes, praias, trilhas, parques e alguns dos cenários mais emblemáticos da cidade — incluindo locais pouco conhecidos do grande público — sempre buscando a melhor luz para revelar a força da paisagem carioca. A programação inclui ainda uma visita a Niterói, de onde se descortina uma das mais belas vistas do Rio.

A cada dia, acompanharemos as transformações da luz sobre a paisagem carioca, fotografando amanheceres, pores do sol e cenas em que natureza e ambiente urbano se encontram de forma única. Um dos pontos altos da expedição será o registro do nascer da lua cheia sobre o horizonte, cuidadosamente planejado para alinhar o disco lunar com montanhas, mar e cidade, proporcionando uma das experiências fotográficas mais marcantes do roteiro.

Um momento especial será a visita à Estação Ecológica do Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim, onde fotografia e conservação caminham lado a lado em um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país. Uma expedição pensada para fotógrafos de todos os níveis que desejam conhecer o Rio além dos cartões-postais, aperfeiçoar seu olhar e produzir imagens que revelam por que a paisagem carioca é considerada uma das mais belas do mundo.

Coordenadas

A expedição acontece primordialmente na cidade do Rio de Janeiro, entre as zonas Oeste e Sul, quando vamos explorar alguns pontos icônicos que rendem ótimas fotos. Também iremos à vizinha Niterói, a verdadeira arquibancada natural para a paisagem do Rio. 

Visitaremos ainda a Estação Ecológica do Mico-Leão-Dourado, no município de Silva Jardim, a cerca de 150km do Rio de Janeiro. 

HOSPEDAGEM NA ZONA SUL
Ficaremos confortavelmente hospedados no hotel Astória Ipanema, no coração da Zona Sul, a uma quadra da Praia de Ipanema, além de estar cercado por restaurantes, bares e lojas. 

A experiência

Nossa imersão fotográfica na Cidade Maravilhosa começa com o check in no hotel, por volta das 14h. Faremos um briefing no hotel e no final de tarde sairemos para fotografar o nascer da lua cheia em uma locação muito especial. 

Após o jantar, voltaremos ao hotel para descansar, porque a semana promete!

Neste 2º dia, sairemos bem cedo do hotel para fotografar o nascer do Sol em um mirante clássico da Zona Sul. Voltaremos para o café da manhã no hotel e na sequência vamos ao Jardim Botânico observar e fotografar as espécies de aves que habitam o local. 
Após o almoço, vamos fazer uma visita ao Lupa, tradicional estúdio fineart carioca, para conhecer o processo de impressão deles.

Aqui vem uma grande surpresa da Gávea para você: Ao final da expedição fotográfica, cada participante irá ganhar de presente uma impressão 90×60 feita pelo Lupa, da sua melhor foto da viagem! 

No final de tarde, faremos o por do Sol em outro tradicional ponto de observação da paisagem. Jantaremos nas imediações do hotel e vamos dormir cedo para o próximo dia de fotos! 

Neste dia: café da manhã incluso.

No terceiro dia de expedição, vamos mais uma vez acordar bem cedo para fotografar o nascer do Sol. Voltaremos ao hotel para o café da manhã e descanso. 

Após o almoço, seguiremos para Niterói, do outro lado da Baía da Guanabara, e de lá vamos fotografar o fim de tarde e anoitecer com as montanhas do Rio no horizonte, um cenário de sonhos que rende fotos espetaculares. 

Jantaremos em Niterói e voltaremos ao Rio à noite.

Neste dia: café da manhã incluso

Hoje nossa expedição se afasta do Rio e pega estrada. Vamos bem cedo para o município de Silva Jardim, distante cerca de 150km da capital. O destino é o Parque Ecológico do Mico-Leão-Dourado, espécie em perigo de extinção que foi salva graças aos esforços da Associação do Mico-Leão-Dourado (AMLD) que atua a cerca de 40 anos nessa causa. 

Em Silva Jardim eles mantém a ReBio Poço das Antas (visitada apenas por biólogos) e o Parque Ecológico, onde vamos fazer uma trilha majoritariamente plana para encontrar os Micos-Leões soltos na natureza e poder fotografar essa espécie emblemática da Mata Atlântica, existente somente em fragmentos de floresta nesta região do estado do Rio. 

Vamos almoçar no próprio Parque, e a tarde mais uma caminhada pelas trilhas em busca de espécies de aves endêmicas daquela região entre outros avistamentos. 

Voltaremos ao Rio no final de tarde, para jantar nas imediações do hotel. 

Neste dia: Café-da-manhã e almoço incluso

Chegamos ao 4º dia de expedição fotográfica no Rio ! Hoje vamos conhecer a maior floresta urbana do mundo, o Parque Nacional da Tijuca! Sairemos bem cedo para fotografar o nascer do Sol e depois seguiremos para o setor Floresta, para conhecer sua famosa cachoeira Cascatinha Taunay, o centro de visitantes e também um mirante espetacular.  

Na volta do parque, paradas estratégicas em outros mirantes que descortinam belas cenas do Rio e almoço. 

À tarde seguiremos para um ponto estratégico afim de fotografar o nascer da Lua cheia enquadrando com as montanhas do Rio.

Jantaremos nas imediações do hotel. 

Neste dia: café da manhã incluso.

Chegamos enfim ao último dia de expedição! 

Hoje, assim como nos outros dias, vamos acordar bem cedo, para fotografar o nascer do Sol do alto do Pão de Açúcar, em uma programação super especial e exclusiva! 

De lá também vamos acompanhar o sensacional por da lua nas montanhas do Rio.

Um espetacular café da manhã será servido lá mesmo, no alto do Pão de Açúcar. 

Retornaremos ao hotel por volta das 8h da manhã , com o resto da manhã livre para atividades individuais. O checkout no hotel ocorre as 12h da tarde, e poderemos almoçar na região para celebrar o sucesso deste workshop!

A partir daqui, cada participante administra individualmente o seu retorno, de acordo com o horário do voo, ou a extensão de estadia na cidade.

Neste dia: café da manhã incluso.

Fim dos nossos serviços.

Liderança fotográfica

Marcello Cavalcanti, 46 anos, nascido no Rio de Janeiro, é fotógrafo e professor de fotografia.

Com a câmera em punho há mais de 20 anos, já fotografou do extremo sul da Patagônia ao extremo norte da Noruega, procurando retratar paisagens naturais com fotografias impactantes e que mostrem a grandeza do nosso planeta.

Professor desde 2014, Marcello administra seus cursos de fotografia com foco em paisagem e natureza, pelos quais já passaram mais de 3.000 alunos. É também autor de cinco livros sobre fotografia, e desde 2022 lidera expedições fotográficas no Brasil e exterior.

Vencedor de prêmios relevantes na área, em 2023 foi listado entre os 200 melhores fotógrafos de paisagem do mundo

Cenas da expedição

Investimento

QUARTO DUPLO

R$10.870,00
Por pessoa

QUARTO SINGLE

R$13.370,00
Por pessoa

• Consulte condições de parcelamento.


• Alunos de fotografia do Marcello Cavalcanti e viajantes recorrentes tem 5% de desconto. 

Inclui

Não inclui

+ informações

  • A Expedição é aberta a fotógrafos de todos os níveis. Não há pré-requisitos de conhecimento ou equipamento, e as orientações serão adaptadas aos objetivos de cada participante.
  • O grupo será confirmado com mínimo de 9 participantes.
  • O roteiro poderá sofrer ajustes em função das condições climáticas, orientações dos guias locais ou questões operacionais.
  • Restrições alimentares devem ser informadas com antecedência.
  • É recomendada a contratação de um seguro viagem pessoal.

Reserva de vaga – sinal

  • Para garantir a sua vaga é necessário o depósito de sinal de R$2.000,00.
  • O sinal garante a reserva e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Caso o grupo não seja confirmado, o sinal será devolvido integralmente.
  • Ao efetuar o pagamento da expedição, o sinal será descontado.

Desconto garantido

  • 5% de desconto para alunos, ex-alunos, assinantes da Academy e participantes das expedições anteriores.

Parcelamento

  • Ao optar pelo parcelamento há um acrescimo de 5% sobre o valor final.
  • Parcelamos em 3x, 5x ou 7x, desde que a última parcela termine antes do início da expedição.

Valores por pessoa
Quarto single:

  • À vista: R$ 13.370,00
  • Parcelado: R$ 14.038,50

Quarto duplo:

  • À vista: R$ 10.870,00
  • Parcelado: R$ 11.413,50

Valores por pessoa (alunos e recorrentes)
Quarto single:

  • À vista: R$ 12.700,00
  • Parcelado: R$ 13.336,58

Quarto duplo:

  • À vista: R$ 10.326,00
  • Parcelado: 10.842,83
  • Solicitações de cancelamento devem ser feitas por e-mail para contato@gaveaimagens.com.br.
  • O valor do sinal corresponde à taxa de serviços de agenciamento e intermediação e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Cancelamentos realizados com 41 dias ou mais de antecedência estarão sujeitos a multa de até 40% do valor total da viagem.
  • Cancelamentos realizados com 40 dias ou menos de antecedência não dão direito a reembolso, em razão dos compromissos assumidos junto a fornecedores e prestadores de serviços.
  • O não comparecimento no local e horário de início da expedição (“no-show”) implica perda integral dos valores pagos.

Data da expedição
Grupo 1: de 14 a 19 de junho de 2027

A época escolhida é durante o final do outono no hemisfério sul.

No outono, especialmente entre maio e junho, o Rio de Janeiro vive uma das melhores épocas do ano em termos de clima: os dias ficam mais amenos e agradáveis, com temperaturas médias entre 18 °C e 25 °C, menor índice de chuvas e céu mais estável, favorecendo atividades ao ar livre. Maio ainda pode ter dias levemente mais quentes, enquanto junho já apresenta noites mais frescas, sobretudo em áreas abertas, mirantes e locais próximos ao mar ou à serra, com vento mais presente nas primeiras horas da manhã e ao entardecer.

Vestuário:

  • Camisetas ou camisas leves e respiráveis
  • Calça leve ou bermuda (dependendo do horário e local)
  • Tênis ou calçado confortável para caminhadas
  • Chapéu ou boné e óculos de sol
  • Protetor solar
  • Blusa de manga comprida ou suéter leve para o fim de tarde
  • Jaqueta leve ou corta-vento, especialmente para manhãs cedo, noites e mirantes
  • Capa de chuva fina ou jaqueta impermeável 

Esta expedição será liderada por Marcello Cavalcanti, fotógrafo, professor e autor, com mais de 20 anos de experiência em fotografia.

Desde 2022, Marcello já liderou mais de 30 expedições fotográficas em diferentes destinos no Brasil e no exterior, voltados à fotografia de natureza, paisagem,  vida selvagem e astrofotografia.

Além da atuação em campo, é fundador da Gávea Imagens, autor de livros de fotografia, professor com mais de 3.000 alunos e colaborador de conteúdo da Canon do Brasil e outras marcas de fotografia.

Em suas expedições, o objetivo vai além da viagem: proporcionar acompanhamento fotográfico contínuo para que cada participante desenvolva seu olhar e aproveite ao máximo as oportunidades encontradas em campo.

 

Depoimentos

Expedições realizadas

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Guia de roupas de frio para uma expedição fotográfica https://gaveaexpedicoes.com.br/blog/roupa-de-frio-para-uma-expedicao-fotografica/ Thu, 02 Jul 2026 13:19:55 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6531

BLOG

Guia de roupas de frio para uma expedição fotográfica

Como se vestir adequadamente para se concentrar apenas nas suas fotos?

Fotografando no alto do vulcão Acatenango, um frio consideravel a 3600m. Guatemala, 2024

Fala pessoal tudo bom! 

Não adianta fugir. O frio é uma constante nas expedições fotográficas. 

Seja porque muitos dos melhores destinos de fotografia ficam em latitudes mais altas, seja pela época do ano — outono e inverno costumam oferecer um clima mais estável e, consequentemente, melhores condições para fotografar — ou simplesmente pelos horários em que estamos em campo. Afinal, grande parte das fotos acontece antes do nascer do Sol, depois do pôr do Sol ou até mesmo durante a madrugada.

O fato é que saber se vestir para baixas temperaturas faz toda a diferença no conforto do fotógrafo. Quando você está aquecido, consegue se concentrar no que realmente importa: produzir boas imagens.

Eu costumo dizer que “fotógrafo com frio, fome ou vontade de ir ao banheiro não consegue produzir”. 

Como não convivemos com temperaturas muito baixas no Brasil, é comum que muita gente tenha dificuldade para escolher e combinar as roupas certas para esse tipo de viagem. Por isso resolvi escrever este guia prático mostrando exatamente como eu monto minhas camadas de roupa durante uma expedição.

Vale uma observação importante: este artigo foi pensado principalmente para temperaturas entre 20°C e 0°C. Em ambientes abaixo de zero, normalmente acrescentamos uma camada extra de isolamento, que também vou explicar ao longo do texto.

O segredo é simples: vista-se em camadas.

Costumamos chamar esse sistema de “casca de cebola”, porque cada peça tem uma função específica.

Além de proteger melhor do frio, esse método permite adaptar a roupa às mudanças de temperatura ao longo do dia. Afinal, durante uma expedição é comum alternarmos entre ambientes muito frios e locais aquecidos, como a van, restaurantes ou o hotel. Nesses momentos, basta retirar uma camada para voltar ao conforto, sem precisar trocar completamente de roupa.

1º) Camada Base

A primeira preocupação no frio não é manter o corpo aquecido. É mantê-lo seco. Pode parecer estranho, mas o suor é um dos maiores inimigos de quem enfrenta baixas temperaturas. Durante uma caminhada ou mesmo carregando equipamentos fotográficos, é natural que o corpo transpire. Se essa umidade permanecer em contato com a pele, ela acelera a perda de calor e aumenta muito a sensação de frio.

É justamente para resolver esse problema que existe a camada base, formada pela segunda pele e o par de meias.

Ela fica em contato direto com o corpo e tem a função de transportar o suor para as camadas externas, mantendo a pele seca durante toda a atividade.. 

Segunda Pele
Ela consiste em uma camiseta (ou blusa) térmica de manga comprida e uma calça térmica, normalmente vendidas em conjunto. Como o próprio nome sugere, elas ficam ajustadas ao corpo, funcionando como uma segunda camada de pele.

O ideal é optar por tecidos sintéticos de boa qualidade ou lã merino. Evite algodão nessa camada, pois ele absorve a umidade e demora muito para secar.

Meias
Outro item que merece bastante atenção são as meias. Os pés estão entre as partes do corpo que mais sofrem com o frio, principalmente porque permanecem em contato constante com o solo.

Sempre que possível, prefira meias de lã merino. Essa fibra natural oferece excelente isolamento térmico, controla a umidade, reduz odores e continua aquecendo mesmo quando fica levemente úmida. Não são meias baratas, mas fazem muita diferença durante vários dias consecutivos de expedição. Já as meias 100% algodão devem ser evitadas. Elas absorvem o suor, demoram muito para secar e acabam deixando os pés úmidos, aumentando a sensação de frio e favorecendo o aparecimento de bolhas.

Camada Polar
Se a previsão indicar temperaturas negativas, vale acrescentar uma segunda pele Polar. Ela é mais espessa que a segunda pele convencional e oferece uma capacidade de isolamento térmico muito maior, funcionando como um reforço para situações de frio intenso.

2º) Camada Térmica 1

Depois que a camada base mantém o corpo seco, entra em ação a primeira camada responsável por reter o calor.

Na maioria das expedições fotográficas, essa já é a roupa mínima necessária para sair do hotel. Em destinos com temperaturas entre aproximadamente 5°C e 15°C, muitas vezes ela será suficiente durante boa parte do dia.

Jaqueta Fleece
A jaqueta tipo “fleece” é a primeira camada de isolamento térmico. Seu tecido felpado cria pequenas bolsas de ar que retêm o calor produzido pelo corpo, mantendo você aquecido sem comprometer a respirabilidade. Por isso, ela é extremamente confortável para caminhadas e atividades em que estamos constantemente entrando e saindo da van, montando tripé ou carregando mochila. 

Ela aquece muito mais do que aparenta, mas não bloqueia o vento. Em dias muito ventosos ou de frio mais intenso, será necessário adicionar uma camada externa, que veremos mais adiante.

Para a maior parte das expedições, uma boa fleece é uma das peças mais versáteis que você pode levar.

Calça
A melhor opção costuma ser uma calça de trekking. Essas calças normalmente não possuem isolamento térmico próprio, mas isso não é um problema, já que a segunda pele fará esse papel, por baixo dela. A principal vantagem é oferecer liberdade de movimentos, secagem rápida e resistência ao uso intenso.

Alguns modelos destacam a barra da calça virando um par de shorts. São excelentes para trilhas com grande variação de temperatura ao longo do dia. Caso a sua expedição tenha possibilidade de chuva, neve ou terreno constantemente úmido, vale investir em uma calça de trekking impermeável. Ah, e por fim: Evite calças jeans. Além de serem pesadas e limitarem os movimentos, elas absorvem umidade e demoram muito para secar, tornando-se bastante desconfortáveis em ambientes frios.

Bota de trilha
Se existe um equipamento que vale o investimento, provavelmente é a bota.

Durante uma expedição passamos muitas horas caminhando sobre pedras, terra, lama, neve ou terrenos irregulares. Uma boa bota oferece estabilidade para os tornozelos, melhor aderência ao solo e muito mais conforto ao longo do dia. Na hora de escolher o modelo, minha principal recomendação é simples: priorize uma bota impermeável. Essa proteção é obtida através de uma membrana impermeável e respirável, instalada pelo fabricante entre o tecido externo e o forro interno da bota. Ela impede a entrada de água, mas permite que o vapor do suor saia, mantendo os pés mais secos durante a caminhada. A membrana mais conhecida e utilizada é a GORE-TEX, mas diversas fabricantes utilizam tecnologias próprias com a mesma finalidade, como DryVent (NorthFace), Omni-Tech (Columbia), ClimaSalomon (Salomon), entre outras.

No fim das contas, o nome da membrana é menos importante do que o resultado: uma bota confortável, impermeável e com boa respirabilidade.

3º) Camada Térmica 2

Quando a temperatura cai ainda mais, chega a hora de reforçar o isolamento térmico.

É aqui que entra a segunda camada de aquecimento. Em muitas expedições ela passará boa parte do tempo dobrada na mochila, sendo usada apenas nas primeiras horas da manhã, durante sessões de astrofotografia ou quando o vento aumenta.

Essa flexibilidade é justamente uma das grandes vantagens do sistema de camadas: você veste apenas o necessário para cada situação.

Jaqueta de pluma
A jaqueta de pluma tem uma única missão: reter o máximo possível de calor com o mínimo de peso.

Ela faz isso criando uma espessa camada de ar entre o corpo e o ambiente externo. Como o ar é um excelente isolante térmico, essa construção permite que a jaqueta aqueça muito, mesmo sendo extremamente leve e compacta. Outra grande vantagem é que ela pode ser comprimida e guardada facilmente na mochila, ocupando pouco espaço quando não está em uso. Existem modelos com e sem capuz. Particularmente, gosto bastante dos modelos com capuz, pois eles oferecem um ganho significativo de conforto quando o vento começa a soprar. 

O material dessa jaqueta também pode variar. Atualmente existem jaquetas com isolamento de pluma natural e outras com isolamento sintético. A pluma natural é mais leve e aquece mais (mais cara). Já os modelos sintéticos perdem um pouco em desempenho, mas continuam funcionando melhor quando molhados.

Aqui é importante fazer uma observação. Não existe uma única forma correta de combinar as Camadas Térmicas 1 e 2.

Algumas pessoas preferem usar apenas a jaqueta de pluma sobre a segunda pele. Outras gostam da combinação fleece + pluma. Em dias menos frios, muitas vezes a fleece sozinha já resolve.

O mais importante é entender que o sistema de camadas existe justamente para isso: permitir que você ajuste a roupa de acordo com a temperatura, o vento e o seu próprio metabolismo.

Ao longo de uma expedição é perfeitamente normal vestir e retirar uma camada várias vezes no mesmo dia.

4º) Camada Externa

Até aqui, todas as camadas tinham um objetivo em comum: manter o calor produzido pelo seu corpo; agora entra uma peça com uma função completamente diferente. A camada externa existe para impedir que o vento, a chuva ou a neve roubem esse calor.

Corta-vento impermeável (Shell)
A shell é a camada de proteção da sua roupa.

Ela bloqueia o vento e impede a entrada de água, preservando o isolamento térmico criado pelas camadas internas. Apesar de muita gente chamá-la apenas de “corta-vento”, vale uma observação importante: nem todo corta-vento é impermeável. Os modelos mais simples protegem apenas do vento. Já os modelos impermeáveis — normalmente chamados de shell ou de anorak no mercado de montanhismo — também oferecem proteção contra chuva e neve. Minha recomendação é investir diretamente em um bom modelo impermeável. Assim você resolve duas necessidades com uma única peça.

Outra grande vantagem é que as shells costumam ser extremamente leves e compactas. Quando o tempo melhora, basta dobrá-las e guardá-las na mochila.

A impermeabilidade dos corta-ventos é dada pela medida “coluna de água”. Quanto maior esse número, maior a pressão de água que o tecido suporta antes de começar a infiltrar. Para expedições fotográficas, prefira uma jaqueta com coluna d’água de pelo menos 10.000 mm. Para destinos de frio intenso ou chuva frequente, modelos de 20.000 mm ou mais oferecem proteção adicional.

Além da coluna d’água, procure modelos com costuras seladas e capuz ajustável, dois detalhes que fazem bastante diferença quando o tempo realmente fecha.

Outro ponto importante é a respirabilidade. Uma boa shell impede a entrada da água, mas continua permitindo que parte do vapor do suor saia, evitando aquela sensação de estar “cozinhando” dentro da jaqueta durante uma caminhada.

5º) Acessórios

Mesmo com um bom sistema de camadas, ainda existe um detalhe importante: proteger as extremidades do corpo. Mãos, pés, cabeça e pescoço costumam ser as primeiras regiões a perder calor. 

Gorro
Um bom gorro de lã ou material sintético é um dos acessórios mais simples — e também um dos mais eficientes. Como a cabeça fica constantemente exposta ao vento, protegê-la ajuda bastante na sensação geral de conforto térmico, principalmente durante longos períodos parado esperando a luz ideal. Aliás, uma dica prática: leve dois gorros! Eles vivem sendo esquecidos dentro da van, caindo da mochila ou ficando em algum restaurante. Ter um reserva já me salvou mais de uma vez (Patagônia e Guatemala), e não ter também me deixou em apuros (Salta)! 

Luvas
As luvas talvez sejam o acessório que mais gera dúvidas entre fotógrafos. Por um lado, elas são fundamentais para proteger as mãos do frio. Por outro, muitos evitam usá-las porque dificultam o manuseio da câmera. Depois de muitos anos fotografando em ambientes frios, encontrei uma solução que funciona muito bem: usar duas camadas de luvas (quando necessário, claro).

Luvas Liner: As liners são luvas finas que funcionam como camada base. Elas oferecem um aquecimento leve, preservam a sensibilidade das mãos e permitem ajustar a câmera sem expor completamente a pele ao frio, pois atualmente a maioria dos modelos possui pontas dos dedos compatíveis com telas sensíveis ao toque, facilitando a vida do fotógrafo. Em temperaturas moderadamente frias, elas costumam ser mais do que suficientes.
Luvas térmicas: 
Quando o frio aperta, entra a segunda camada. Prefiro modelos específicos para fotografia, como os da Vallerret, que possuem aberturas no polegar e no indicador. Assim é possível ajustar a câmera ou trocar uma lente rapidamente sem retirar completamente a luva. Essa combinação — liner por baixo e luva térmica por cima — oferece um excelente equilíbrio entre proteção e praticidade.

Buff/Pescoceira
Este é um dos acessórios mais subestimados do vestuário para frio. É comum ver pessoas bem protegidas nas mãos, pés e cabeça, mas deixando justamente o pescoço totalmente exposto ao vento. Um bom buff de lã ou tecido térmico protege essa região e ainda pode ser usado de diversas formas: cobrindo apenas o pescoço, o queixo, parte do rosto ou até funcionando como um gorro improvisado. Evite os buffs muito finos usados para proteção solar. Eles são excelentes para calor, mas praticamente não oferecem isolamento térmico.

Se você chegou até aqui, talvez esteja pensando: “Nossa… preciso comprar isso tudo?”

Na verdade, não. O mais importante é entender o conceito das camadas. Muitas dessas peças você provavelmente já possui, e outras podem ser adquiridas aos poucos, conforme for viajando para destinos mais frios.

Depois da primeira expedição você percebe que vestir-se corretamente deixa de ser uma preocupação. Você simplesmente adapta as camadas ao clima e passa a prestar atenção apenas no que realmente importa: A fotografia.

Nos vemos em campo!

Um abraço,

Marcello

SOBRE O AUTOR

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti
Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e professor de fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. Marcello administra cursos online de fotografia por onde já passaram mais de 3.000 alunos. Desde 2021, lidera expedições fotográficas para destinos no Brasil e exterior. É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f/stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Pantanal 2027 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes/pantanal-2027/ Tue, 23 Jun 2026 18:53:12 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=5654

Pantanal Norte 2027

Natureza e Vida Selvagem

A partir de R$ 16.899,00

Descubra a essência do Pantanal Norte, uma das regiões mais fascinantes do Brasil. 

Partindo de Cuiabá, seguiremos pela icônica Transpantaneira, estrada que revela, a cada ponte, um novo cenário repleto de vida selvagem. 

Capivaras, tuiuiús, jacarés, cervos-do-pantanal e inúmeras aves fazem parte do espetáculo que transforma cada deslocamento em uma experiência fotográfica.

Nosso destino é Porto Jofre, conhecido mundialmente como Jaguarland, o melhor lugar do planeta para observar e fotografar a onça-pintada em seu habitat natural. 

Durante três dias, navegaremos pelos rios e corixos do Parque Estadual Encontro das Águas em busca desse felino extraordinário, além de ariranhas, jacarés, capivaras e uma impressionante diversidade de aves pantaneiras.

Hospedados no confortável barco-hotel Aguapé, teremos acesso privilegiado às áreas de observação logo ao amanhecer. 

Esta será a 3ª expedição da Gávea Expedições ao Pantanal e a 10ª incursão de nosso líder, Marcello Cavalcanti, na região. Em seu currículo, mais de 100 onças-pintadas avistadas e catalogadas ao longo dos anos. 

Uma experiência pensada para quem deseja fotografar, aprender e vivenciar o Pantanal em sua forma mais autêntica.

Descubra a essência do Pantanal Norte, uma das regiões mais fascinantes do Brasil. 

Partindo de Cuiabá, seguiremos pela icônica Transpantaneira, estrada que revela, a cada ponte, um novo cenário repleto de vida selvagem. 

Capivaras, tuiuiús, jacarés, cervos-do-pantanal e inúmeras aves fazem parte do espetáculo que transforma cada deslocamento em uma experiência fotográfica.

Nosso destino é Porto Jofre, conhecido mundialmente como Jaguarland, o melhor lugar do planeta para observar e fotografar a onça-pintada em seu habitat natural. 

Durante três dias, navegaremos pelos rios e corixos do Parque Estadual Encontro das Águas em busca desse felino extraordinário, além de ariranhas, jacarés, capivaras e uma impressionante diversidade de aves pantaneiras.

Hospedados no confortável barco-hotel Aguapé, teremos acesso privilegiado às áreas de observação logo ao amanhecer. 

Esta será a 3ª expedição da Gávea Expedições ao Pantanal e a 10ª incursão de nosso líder, Marcello Cavalcanti, na região, com mais de 100 onças-pintadas avistadas e catalogadas ao longo dos anos. 

Uma experiência pensada para quem deseja fotografar, aprender e vivenciar o Pantanal em sua forma mais autêntica.

Coordenadas

Nessa expedição, vamos sair de Cuiabá e percorrer por completo a mítica Estrada Transpantaneira, com sua vida selvagem vibrante. Chegaremos na região doPorto Jofre, local estratégico para acessarmos o Parque Estadual Encontro das Águas, lar das onças-pintadas. 

CHEGADA EM CUIABÁ (1 noite)
No primeiro dia de expedição ficaremos no hotel Amazon Aeroporto, 4 estrelas, em Cuiabá. Será apenas uma noite, mas selecionamos o melhor hotel da capital para o conforto de todos. O café da manhã está incluso na nossa hospedagem.

PORTO JOFRE (4 noites)
Já no Porto Jofre ficaremos confortavelmente hospedados no barco-hotel Aguapé, uma embarcação para até 20 passageiros, com suites com ar condicionado, piscina, restaurante, bar e tripulação extremamente acolhedora. No Aguapé teremos pensão completa incluída durante a estadia.

A experiência

Dia 1 • Chegada em Cuiabá

Chegada do grupo em Cuiabá, e check in no hotel Amazon Aeroporto Cuiabá (self transfer até o hotel). Dia livre. À noite, vamos todos nos encontrar no hotel para jantar. 

Sairemos às 7AM do hotel e pegaremos estrada com o transfer para o Pantanal, 100km de estrada asfaltada até a cidade de Poconé e mais 145km em estrada de terra pela Estrada Parque Transpantaneira até o Porto Jofre.

A Transpantaneira precisa de tempo para ser percorrida, por ser de terra, e certamente vamos parar em alguns pontos estratégicos para avistamento de fauna já nessa estrada, como jacarés, capivaras e cervos-do-Pantanal. 

Ao chegar no Porto Jofre, faremos um transfer de barco (25min) até o nosso barco-hotel Aguapé, já para o almoço a bordo,  e à tarde seguimos até o Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga as maiores concentrações de onças-pintadas do Pantanal.

Além das onças, teremos chances de avistamento de ariranhas, bugios, antas, capivaras, jacarés, e uma infinidade de aves incluindo Tuiuius, Tucanos, Surucuás, Garças, biguatingas, martim-pescadores (só aqui há 4 espécies diferentes deles..)

Nas próximas 3 noites, o barco Aguapé estará ancorado logo na entrada do Parque Estadual, fazendo com que não percamos nenhum um único minuto!

Incluso: Café da manhã, almoço e jantar

Os próximos 3 dias serão integralmente dedicados às incursões de pontão (lancha rápida de até 12 lugares) no Parque Estadual Encontro das Águas, para avistamento das onças-pintadas e outras espécies que habitam a região protegida. 

Sairemos sempre bem cedo, no nascer do Sol, (após o café da manhã) e voltaremos para nosso barco-hotel (estrategicamente ancorado na entrada do Parque Estadual) para almoço e descanso. Na parte da tarde, nova saída em direção ao parque e mais avistamentos e fotos. Voltaremos novamente para o barco-hotel no início da noite, para jantar e conferir as fotos feitas naquele dia. Pernoites sempre à bordo.

Incluso: Café da manhã, almoço e jantar

Neste 6º dia de expedição desembarcaremos do barco-hotel Aguapé para retornar à Cuiabá, passando novamente pela estrada Transpantaneira e parando a van em situações fotográficas que possam ocorrer pelo caminho.

Chegaremos à Cuiabá no horário do almoço, e todos almoçamos juntos em um restaurante próximo ao aeroporto brindando mais uma expedição fotográfica de sucesso.

Na sequência, deixaremos todos no aeroporto para retorno a seus lares.

Neste dia: Café da manhã incluso.

Fim dos nossos serviços.

Liderança fotográfica

Marcello Cavalcanti, 45 anos, nascido no Rio de Janeiro, é fotógrafo e professor de fotografia.

Com a câmera em punho há mais de 20 anos, já fotografou do extremo sul da Patagônia ao extremo norte da Noruega, procurando retratar paisagens naturais com fotografias impactantes e que mostrem a grandeza do nosso planeta.

Professor desde 2014, Marcello administra seus cursos de fotografia com foco em paisagem e natureza, pelos quais já passaram mais de 3.000 alunos. É também autor de cinco livros sobre fotografia, e desde 2022 lidera expedições fotográficas no Brasil e exterior.

Vencedor de prêmios relevantes na área, em 2023 foi listado entre os 200 melhores fotógrafos de paisagem do mundo.

Cenas da expedição

Investimento

QUARTO DUPLO

R$ 16.899
Por pessoa

QUARTO SINGLE

R$ 20.799
Por pessoa

• Consulte condições de parcelamento.


• Alunos de fotografia do Marcello Cavalcanti e viajantes recorrentes tem 5% de desconto. 

Inclui

Não inclui

+ informações

  • A Expedição é aberta a fotógrafos de todos os níveis. Não há pré-requisitos de conhecimento ou equipamento, e as orientações serão adaptadas aos objetivos de cada participante.
  • O grupo será confirmado com mínimo de 7 participantes.
  • O roteiro poderá sofrer ajustes em função das condições climáticas, orientações dos guias locais ou questões operacionais.
  • O voo de retorno a partir de Cuiabá deve ser reservado para após as 16h do dia 18/07.
  • Restrições alimentares devem ser informadas com antecedência.
  • Recomendamos verificar a cobertura de seu plano de saúde ou contratar seguro viagem.
  • Por se tratar de animais selvagens em seu habitat natural, não podemos garantir a visualização de nenhuma espécie em específico, porém o guiamento especializado foi planejado para maximizar as chances de sucesso.

Reserva de vaga – sinal

  • Para garantir a sua vaga é necessário o depósito de sinal de R$2.000,00.
  • O sinal garante a reserva e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Caso o grupo não seja confirmado, o sinal será devolvido integralmente.
  • Ao efetuar o pagamento da expedição, o sinal será descontado.

Desconto garantido

  • 5% de desconto para alunos, ex-alunos, assinantes da Academy e participantes das expedições anteriores.

Parcelamento

  • Ao optar pelo parcelamento há um acrescimo de 5% sobre o valor final.
  • Parcelamos em 3, 5 ou 7x, desde que a última parcela termine antes do início da expedição.

Valores por pessoa
Quarto single:

  • À vista: R$20.799
  • Parcelado: R$21.838

Quarto duplo:

  • À vista: R$16.899
  • Parcelado: R$17.740

Valores por pessoa (alunos e recorrentes)
Quarto single:

  • À vista: R$19.759
  • Parcelado: R$20.746

Quarto duplo:

  • À vista: R$16.054
  • Parcelado: R$16.853
  • Solicitações de cancelamento devem ser feitas por e-mail para contato@gaveaimagens.com.br.
  • O valor do sinal corresponde à taxa de serviços de agenciamento e intermediação e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Cancelamentos realizados com 41 dias ou mais de antecedência estarão sujeitos a multa de até 40% do valor total da viagem.
  • Cancelamentos realizados com 40 dias ou menos de antecedência não dão direito a reembolso, em razão dos compromissos assumidos junto a fornecedores e prestadores de serviços.
  • O não comparecimento no local e horário de início da expedição (“no-show”) implica perda integral dos valores pagos.

Data da expedição: de 13 a 18 de julho

  • Esta época marca a seca no Pantanal. O avistamento de vida selvagem é consistente, pois os animais dependem dos grandes rios para se alimentar.
  •  O clima em setembro é quente e abafado. As  temperaturas variam entre 25°C e 40°C.

Vestuário

  • Roupas leves durante o dia: camisa UV, ou de manga comprida estilo safari; camiseta, calça de trilha, bermudas.
  • Protetor solar e repelente;
  • Capa de chuva / Anorak
  • Tênis fechado ou bota de trilha
  • Casaco leve no caso de uma eventual frente fria.

Informações complementares sobre clima, vestuário e equipamentos serão passadas aos inscritos na expedição.

Esta expedição será liderada por Marcello Cavalcanti, fotógrafo, professor e autor, com mais de 20 anos de experiência em fotografia.

Desde 2022, Marcello já liderou mais de 30 expedições fotográficas em diferentes destinos no Brasil e no exterior, voltados à fotografia de natureza, paisagem,  vida selvagem e astrofotografia.

Além da atuação em campo, é fundador da Gávea Imagens, autor de livros de fotografia, professor com mais de 3.000 alunos e colaborador de conteúdo da Canon do Brasil e outras marcas de fotografia.

Em suas expedições, o objetivo vai além da viagem: proporcionar acompanhamento fotográfico contínuo para que cada participante desenvolva seu olhar e aproveite ao máximo as oportunidades encontradas em campo.

 

Depoimentos

Expedições realizadas

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Pantanal 2027 – Turma Extra https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes/pantanal-2027-turma-extra/ Tue, 23 Jun 2026 16:15:28 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=6895

Pantanal Norte 2027 - Turma extra

Natureza e Vida Selvagem

A partir de R$ 17.490,00

Descubra a essência do Pantanal Norte, uma das regiões mais fascinantes do Brasil. 

Partindo de Cuiabá, seguiremos pela icônica Transpantaneira, estrada que revela, a cada ponte, um novo cenário repleto de vida selvagem. 

Capivaras, tuiuiús, jacarés, cervos-do-pantanal e inúmeras aves fazem parte do espetáculo que transforma cada deslocamento em uma experiência fotográfica.

Nosso destino é Porto Jofre, conhecido mundialmente como Jaguarland, o melhor lugar do planeta para observar e fotografar a onça-pintada em seu habitat natural. 

Durante três dias, navegaremos pelos rios e corixos do Parque Estadual Encontro das Águas em busca desse felino extraordinário, além de ariranhas, jacarés, capivaras e uma impressionante diversidade de aves pantaneiras.

Hospedados no confortável barco-hotel Aguapé, teremos acesso privilegiado às áreas de observação logo ao amanhecer. 

Esta será a 4ª expedição da Gávea Expedições ao Pantanal e a 11ª incursão de nosso líder, Marcello Cavalcanti, na região. Em seu currículo, mais de 100 onças-pintadas avistadas e catalogadas ao longo dos anos. 

Uma experiência pensada para quem deseja fotografar, aprender e vivenciar o Pantanal em sua forma mais autêntica.

Descubra a essência do Pantanal Norte, uma das regiões mais fascinantes do Brasil. 

Partindo de Cuiabá, seguiremos pela icônica Transpantaneira, estrada que revela, a cada ponte, um novo cenário repleto de vida selvagem. 

Capivaras, tuiuiús, jacarés, cervos-do-pantanal e inúmeras aves fazem parte do espetáculo que transforma cada deslocamento em uma experiência fotográfica.

Nosso destino é Porto Jofre, conhecido mundialmente como Jaguarland, o melhor lugar do planeta para observar e fotografar a onça-pintada em seu habitat natural. 

Durante três dias, navegaremos pelos rios e corixos do Parque Estadual Encontro das Águas em busca desse felino extraordinário, além de ariranhas, jacarés, capivaras e uma impressionante diversidade de aves pantaneiras.

Hospedados no confortável barco-hotel Aguapé, teremos acesso privilegiado às áreas de observação logo ao amanhecer. 

Esta será a 3ª expedição da Gávea Expedições ao Pantanal e a 10ª incursão de nosso líder, Marcello Cavalcanti, na região, com mais de 100 onças-pintadas avistadas e catalogadas ao longo dos anos. 

Uma experiência pensada para quem deseja fotografar, aprender e vivenciar o Pantanal em sua forma mais autêntica.

Coordenadas

Nessa expedição, vamos sair de Cuiabá e percorrer por completo a mítica Estrada Transpantaneira, com sua vida selvagem vibrante. Chegaremos na região doPorto Jofre, local estratégico para acessarmos o Parque Estadual Encontro das Águas, lar das onças-pintadas. 

CHEGADA EM CUIABÁ (1 noite)
No primeiro dia de expedição ficaremos em hotel de alto padrão em Cuiabá, bem próximo ao aeroporto. Será apenas uma noite, mas selecionamos um dos melhores hotéis executivos para o conforto de todos. O café da manhã está incluso na nossa hospedagem.

PORTO JOFRE (4 noites)
Já no Porto Jofre ficaremos confortavelmente hospedados no barco-hotel Aguapé, uma embarcação para até 20 passageiros, com suites com ar condicionado, piscina, restaurante, bar e tripulação extremamente acolhedora. No Aguapé teremos pensão completa incluída durante a estadia.

A experiência

Dia 1 • Chegada em Cuiabá

Chegada do grupo em Cuiabá, e check in no hotel em Cuiabá (self transfer até o hotel). Dia livre. À noite, vamos todos nos encontrar no hotel para jantar. 

Sairemos às 7AM do hotel e pegaremos estrada com o transfer para o Pantanal, 100km de estrada asfaltada até a cidade de Poconé e mais 145km em estrada de terra pela Estrada Parque Transpantaneira até o Porto Jofre.

A Transpantaneira precisa de tempo para ser percorrida, por ser de terra, e certamente vamos parar em alguns pontos estratégicos para avistamento de fauna já nessa estrada, como jacarés, capivaras e cervos-do-Pantanal. 

Ao chegar no Porto Jofre, faremos um transfer de barco (25min) até o nosso barco-hotel Aguapé, já para o almoço a bordo,  e à tarde seguimos até o Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga as maiores concentrações de onças-pintadas do Pantanal.

Além das onças, teremos chances de avistamento de ariranhas, bugios, antas, capivaras, jacarés, e uma infinidade de aves incluindo Tuiuius, Tucanos, Surucuás, Garças, biguatingas, martim-pescadores (só aqui há 4 espécies diferentes deles..)

Nas próximas 3 noites, o barco Aguapé estará ancorado logo na entrada do Parque Estadual, fazendo com que não percamos nenhum um único minuto!

Incluso: Café da manhã, almoço e jantar

Os próximos 3 dias serão integralmente dedicados às incursões de pontão (lancha rápida de até 12 lugares) no Parque Estadual Encontro das Águas, para avistamento das onças-pintadas e outras espécies que habitam a região protegida. 

Sairemos sempre bem cedo, no nascer do Sol, (após o café da manhã) e voltaremos para nosso barco-hotel (estrategicamente ancorado na entrada do Parque Estadual) para almoço e descanso. Na parte da tarde, nova saída em direção ao parque e mais avistamentos e fotos. Voltaremos novamente para o barco-hotel no início da noite, para jantar e conferir as fotos feitas naquele dia. Pernoites sempre à bordo.

Incluso: Café da manhã, almoço e jantar

Neste 6º dia de expedição desembarcaremos do barco-hotel Aguapé para retornar à Cuiabá, passando novamente pela estrada Transpantaneira e parando a van em situações fotográficas que possam ocorrer pelo caminho.

Chegaremos à Cuiabá no horário do almoço, e todos almoçamos juntos em um restaurante próximo ao aeroporto brindando mais uma expedição fotográfica de sucesso.

Na sequência, deixaremos todos no aeroporto para retorno a seus lares.

Neste dia: Café da manhã incluso.

Fim dos nossos serviços.

Liderança fotográfica

Marcello Cavalcanti, 46 anos, nascido no Rio de Janeiro, é fotógrafo e professor de fotografia.

Com a câmera em punho há mais de 20 anos, já fotografou do extremo sul da Patagônia ao extremo norte da Noruega, procurando retratar paisagens naturais com fotografias impactantes e que mostrem a grandeza do nosso planeta.

Professor desde 2014, Marcello administra seus cursos de fotografia com foco em paisagem e natureza, pelos quais já passaram mais de 3.000 alunos. É também autor de cinco livros sobre fotografia, e desde 2022 lidera expedições fotográficas no Brasil e exterior.

Vencedor de prêmios relevantes na área, em 2023 foi listado entre os 200 melhores fotógrafos de paisagem do mundo.

Cenas da expedição

Investimento

QUARTO DUPLO

R$ 17.490
Por pessoa

QUARTO SINGLE

R$ 21.175
Por pessoa

• Consulte condições de parcelamento.


• Alunos de fotografia do Marcello Cavalcanti e viajantes recorrentes tem 5% de desconto. 

Inclui

Não inclui

+ informações

  • A Expedição é aberta a fotógrafos de todos os níveis. Não há pré-requisitos de conhecimento ou equipamento, e as orientações serão adaptadas aos objetivos de cada participante.
  • O grupo será confirmado com mínimo de 7 participantes.
  • O roteiro poderá sofrer ajustes em função das condições climáticas, orientações dos guias locais ou questões operacionais.
  • O voo de retorno a partir de Cuiabá deve ser reservado para após as 16h do dia 18/07.
  • Restrições alimentares devem ser informadas com antecedência.
  • Recomendamos verificar a cobertura de seu plano de saúde ou contratar seguro viagem.
  • Por se tratar de animais selvagens em seu habitat natural, não podemos garantir a visualização de nenhuma espécie em específico, porém o guiamento especializado foi planejado para maximizar as chances de sucesso.

Reserva de vaga – sinal

  • Para garantir a sua vaga é necessário o depósito de sinal de R$2.000,00.
  • O sinal garante a reserva e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Caso o grupo não seja confirmado, o sinal será devolvido integralmente.
  • Ao efetuar o pagamento da expedição, o sinal será descontado.

Desconto garantido

  • 5% de desconto para alunos, ex-alunos, assinantes da Academy e participantes das expedições anteriores.

Parcelamento

  • Ao optar pelo parcelamento há um acrescimo de 5% sobre o valor final.
  • Parcelamos em 3, 5 ou 7x, desde que a última parcela termine antes do início da expedição.

Valores por pessoa
Quarto single:

  • À vista: R$ 21.175
  • Parcelado: R$ 22.235

Quarto duplo:

  • À vista: R$ 17.490 (por pessoa)
  • Parcelado: R$ 18.370 (por pessoa)

Valores por pessoa (alunos e recorrentes)
Quarto single:

  • À vista: R$ 20.116
  • Parcelado: R$ 21.123

Quarto duplo:

  • À vista: R$ 16.615 (por pessoa)
  • Parcelado: R$17.451 (por pessoa)
  • Solicitações de cancelamento devem ser feitas por e-mail para contato@gaveaimagens.com.br.
  • O valor do sinal corresponde à taxa de serviços de agenciamento e intermediação e não é reembolsável em caso de desistência.
  • Cancelamentos realizados com 41 dias ou mais de antecedência estarão sujeitos a multa de até 40% do valor total da viagem.
  • Cancelamentos realizados com 40 dias ou menos de antecedência não dão direito a reembolso, em razão dos compromissos assumidos junto a fornecedores e prestadores de serviços.
  • O não comparecimento no local e horário de início da expedição (“no-show”) implica perda integral dos valores pagos.

Data da expedição: de 13 a 18 de julho

  • Esta época marca a seca no Pantanal. O avistamento de vida selvagem é consistente, pois os animais dependem dos grandes rios para se alimentar.
  •  O clima em setembro é quente e abafado. As  temperaturas variam entre 25°C e 40°C.

Vestuário

  • Roupas leves durante o dia: camisa UV, ou de manga comprida estilo safari; camiseta, calça de trilha, bermudas.
  • Protetor solar e repelente;
  • Capa de chuva / Anorak
  • Tênis fechado ou bota de trilha
  • Casaco leve no caso de uma eventual frente fria.

Informações complementares sobre clima, vestuário e equipamentos serão passadas aos inscritos na expedição.

Esta expedição será liderada por Marcello Cavalcanti, fotógrafo, professor e autor, com mais de 20 anos de experiência em fotografia.

Desde 2022, Marcello já liderou mais de 30 expedições fotográficas em diferentes destinos no Brasil e no exterior, voltados à fotografia de natureza, paisagem,  vida selvagem e astrofotografia.

Além da atuação em campo, é fundador da Gávea Imagens, autor de livros de fotografia, professor com mais de 3.000 alunos e colaborador de conteúdo da Canon do Brasil e outras marcas de fotografia.

Em suas expedições, o objetivo vai além da viagem: proporcionar acompanhamento fotográfico contínuo para que cada participante desenvolva seu olhar e aproveite ao máximo as oportunidades encontradas em campo.

 

Depoimentos

Expedições realizadas

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Como foi: Rio de Janeiro 2026 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/como-foi-rio-de-janeiro-2026/ Wed, 10 Jun 2026 03:09:02 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=5504

Expedição Rio de Janeiro 2026

Relato de viagem

Desafiador. Assim podemos descrever com uma só palavra a Expedição Rio de Janeiro 2026. Apesar de ser em nossa casa, o local onde o fotógrafo Marcello Cavalcanti nasceu, se criou e está muito acostumado a fotografar e também conduzir saídas práticas e workshops, coincidimos a semana de Expedição com uma frente fria, atípica para o mês de junho, que pegou todo o grupo de surpresa e nos obrigou a recalcular a rota durante a viagem, mudando o roteiro diariamente para casar as melhores oportunidades de luz com os locais ideais para fotografar com aquela luz. 

O resultado foram fotos impactantes do Rio, muitas delas com um tom mais pesado do que o habitual, mas esse tipo de situação é mais do que comum para o fotógrafo de paisagem. Costumamos dizer que essa atividade não fotografa a paisagem e sim o tempo e a luz. É da relação entre o clima, a luz do sol e a cena que as fotos nascem. 

Em 7 dias percorrendo a capital fluminense levamos o grupo em locais clássicos como a Pedra do Arpoador, a Vista Chinesa, o Jardim Botânico e o Parque Nacional da Tijuca, mas também em outros menos conhecidos como o Mirante do Pedrão e as longínquas praias de Adão e Eva, em Niterói.

Em um dos dias, fizemos um bate-volta na Reserva Ecológica do Mico-leão-dourado, em Silva Jardim para que os fotógrafos pudessem conhecer esse aclamado projeto de conservação e fotografar o pequeno primata dourado que é símbolo da Mata-Atlântica.

Fechamos a expedição com uma sessão de fotos incrível no alto do Pão-de-Açúcar, antes do amanhecer e envolto de neblina o que deixou as fotos ainda mais espetaculares, em uma experiência absolutamente exclusiva e  brindada com um café da manhã 5 estrelas após o nascer do Sol. 

A verdade é que 7 dias foram poucos para ver tudo que a Cidade Maravilhosa pode oferecer em termos de fotografia de paisagem e natureza, mas temos a certeza que o grupo saiu encantado com as possibilidades criativas dessa expedição. Obrigado a todos que participaram – Edison e Fatima, Luiz e Lili, Néia, Sumaya, Elvécio, Rafael e Fátima – e até a próxima! 

Fotos

Depoimentos de quem foi

Quer conhecer e fotografar o Rio de Janeiro com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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Aurora boreal e o ciclo máximo solar https://gaveaexpedicoes.com.br/blog/aurora-boreal-e-o-ciclo-maximo-solar/ Sun, 24 May 2026 02:53:32 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=4822

Aurora boreal e o ciclo máximo solar

A melhor janela para fotografar o fenômeno

Ringvassøya Island, Noruega

Fala pessoal tudo bom! 

Você pode ter percebido que nesses anos o tema “aurora boreal” cresceu demais, na mídia e nas redes sociais. E não é por acaso. Além de ser um espetáculo absolutamente fantástico e único que ocorre na nossa atmosfera, estamos vivendo o “ciclo máximo solar” de número 25. Vamos entender isso: 

Primeiramente: o que é a aurora boreal?

A aurora boreal é um fenômeno físico natural que ocorre quando partículas vindas do Sol — principalmente elétrons e prótons — chegam até a Terra e são conduzidas pelo campo magnético para as regiões próximas aos polos. Ao entrarem na parte mais alta da atmosfera, essas partículas (também conhecido como o plasma solar) transferem energia para os gases do ar, como o oxigênio e o nitrogênio, e esse processo faz com que esses gases passem a emitir luz, formando no céu estruturas em forma de arcos, cortinas e ondas luminosas que mudam rapidamente de forma e intensidade, formando um dos espetáculos mais impressionantes do céu noturno — e também um dos mais desafiadores e fascinantes para fotógrafos.

Mesmo sendo observada e estudada há séculos, os pesquisadores ainda não conseguem prever os padrões que ela pode “desenhar” no céu, mas conseguem prever a intensidade, baseada nas explosões solares. 

Um arco desenhado no céu. Tromsø, Noruega

O que são as explosões solares

As chamadas explosões solares são eventos de liberação repentina e intensa de energia que acontecem na superfície do Sol, em regiões onde o campo magnético é extremamente ativo. Nessas áreas, ocorre uma reorganização brusca desse campo magnético, que libera uma enorme quantidade de energia em poucos minutos, lançando radiação e partículas para o espaço. Esses eventos são monitorados continuamente por instituições como a NASA.  

O  importante aqui é entender que, uma explosão solar pode ser o gatilho de distúrbios no ambiente espacial da Terra. Quando essa energia e essas partículas chegam ao nosso planeta, elas podem intensificar a atividade geomagnética e, em alguns casos, aumentar as chances de auroras mais fortes, mais extensas e visíveis por mais tempo no céu. Em resumo: explosões solares não são visíveis diretamente da Terra, mas fazem parte do processo que pode resultar em noites de aurora mais impressionantes. Essas explosões solares causam as famosas manchas solares na superfície do Sol, essas sim podem ser observadas da Terra com uso de telescópios ou lentes super teleobjetivas.

Os ciclos de explosões solares

Essas explosões solares ocorrem com mais ou menos intensidade, em ciclos observados desde os anos 1700. Com todos esses dados levantados, observou-se que esses ciclos duram em média 11 anos, passando por períodos hiper ativos, e outros menos ativos. 

O ano de 2020 marcou o início de um novo ciclo, o de número 25 desde o início das observações, e deve ir até 2030/31, tendo seu pico de explosões solares ( o chamado cycle maximum) entre os anos de 2024 e 2026/7, e depois diminuindo gradualmente. Veja o gráfico abaixo com os ciclos de explosões solares observados pelo aumento das manchas solares (sun spots): 

Durante o pico de cada ciclo solar, a Terra pode registrar tempestades geomagnéticas intensas, capazes de afetar redes elétricas de alta tensão, satélites, sistemas de navegação por GPS e comunicações por rádio. Ao mesmo tempo, esses eventos são responsáveis pelas auroras mais fortes, que muitas vezes ultrapassam a região polar — por onde as partículas entram na atmosfera — e passam a ser visíveis em latitudes mais baixas, chegando ao sul da Europa e aos Estados Unidos, regiões que raramente observam a aurora boreal. No hemisfério sul, o mesmo tipo de evento faz com que as luzes ultrapassem o polo e possam ser vistas em áreas da Argentina, do Chile e da Nova Zelândia, onde o fenômeno recebe o nome de aurora austral.

Nos últimos anos, essas “super auroras” ocorreram algumas vezes e foram inclusive noticiadas na mídia do mundo todo, justamente por serem um evento raro de ocorrer fora do Círculo Polar Ártico. 

Repare que, em todas as reportagens mostradas aqui, a aurora apresenta a tradicional cor verde, mas também vermelho e rosa, que são mais raras. As cores da aurora boreal dependem do tipo de gás da atmosfera e da altitude em que as partículas solares colidem com ele. O oxigênio em altitudes médias (~100 km) produz o clássico verde, enquanto em altitudes mais altas (>200 km) gera tons vermelhos. O nitrogênio, por sua vez, contribui para cores azuladas ou rosadas. Durante tempestades geomagnéticas intensas, mais partículas carregadas chegam até as camadas mais altas da atmosfera, ativando gases que normalmente não participam da exibição. É por isso que, nesses eventos fortes, a aurora se torna mais rosa e vermelha, expandindo-se para latitudes maiores e criando um espetáculo visual mais vibrante e diversificado!

Já o ciclo mínimo solar — fase de menor atividade do ciclo do Sol — não significa que as auroras desaparecerão por completo por alguns anos. Elas continuam ocorrendo, porém tendem a ser menos frequentes e menos intensas, com cores geralmente mais suaves (predominantemente verde) e menos vibrantes. Ainda assim, é perfeitamente possível observá-las, especialmente nas regiões localizadas dentro do Círculo Polar Ártico (aproximadamente 66,5° N), em países e territórios como Noruega, Canadá, Finlândia, Rússia, a Groenlândia, o Alasca (estado dos Estados Unidos) e a Islândia, que está posicionada muito próxima dessa latitude.

Apenas como exemplo, em 2020 eu mesmo estive em Tromsø, na Noruega, para fotografar a aurora boreal, e pude observá-la em 7 noites seguidas, alguns dias mais fraca, outros mais forte e vibrante, mas consegui ver e fotografar durante toda a viagem, isso no ano de menor atividade solar! 

O KP Index

Quem já foi fotografar auroras boreais se deparou com o termo “índice KP”, ou KP index, uma escala que pode ser acompanhada em aplicativos como o AuroraWatch por exemplo. O Kp Index, calculado a partir de observatórios geomagnéticos por instituições como o GFZ German Research Centre for Geosciences, mede exatamente o quanto o campo magnético da Terra está sendo “perturbado” naquele momento, numa escala de 0 a 9. Em resumo: explosões solares podem ser o gatilho no Sol, mas o Kp só sobe quando o impacto dessas partículas realmente chega à Terra e provoca uma tempestade geomagnética. Naturalmente, quanto maior o índice KP divulgado, maior a chance de auroras boreais no céu. 

Aurora boreal desenha "gotas" caindo do céu. Região de Tromsø, Noruega.

Em resumo 

O “ciclo máximo solar” não é um truque de marketing para vender tours de aurora boreal — ele é um fator físico real, monitorado por instituições científicas e diretamente ligado à probabilidade de ocorrência de auroras.

Para quem planeja uma expedição fotográfica dedicada à aurora boreal, estar viajando durante a fase de máximo solar significa, objetivamente, aumentar as chances de vivenciar noites mais ativas, mais dinâmicas e mais interessantes para fotografia.

SOBRE O AUTOR

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti
Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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