Gávea Expedições https://gaveaexpedicoes.com.br Inspirar • Educar • Transformar Fri, 22 May 2026 17:42:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://gaveaexpedicoes.com.br/wp-content/uploads/2025/05/logo-ge-site-favicon2-150x150.png Gávea Expedições https://gaveaexpedicoes.com.br 32 32 Como foi: Salta 2026 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/elementor-5395/ Fri, 22 May 2026 15:27:41 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=5395

Expedição Salta 2026

Relato de viagem

Em maio de 2026 realizamos nossa primeira expedição fotográfica pelo noroeste argentino, em uma jornada intensa por desertos andinos, salares, montanhas multicoloridas, vilas perdidas entre cânions e alguns dos céus mais impressionantes da América do Sul.

Começamos a viagem em Salta, “La Linda”, onde demos início à nossa travessia que cruzaria, nos próximos 9 dias, três províncias (estados) argentinos: Salta, Jujuy e Tucumán. Nos primeiros dias seguimos rumo ao norte para conhecer a espetacular Serranía de Hornocal, a famosa “montanha de 14 colores”, a mais de 4.350 metros de altitude, além dos charmosos pueblos andinos de Tilcara e Purmamarca, cercados pelas montanhas pré-históricas da Quebrada de Humahuaca.

Atravessamos a Cordilheira Oriental até as Salinas Grandes, em uma estrada cênica absolutamente inesquecível, serpenteando montanhas até alcançar a imensidão branca do salar. Dali seguimos rumo a Cachi, cruzando cenários cada vez mais áridos e cinematográficos do norte argentino.

Em Cachi – uma linda cidadela de casinhas brancas encravada aos pés do impressionante Nevado de Cachi, passamos dois dias explorando a região, fotografando amanheceres e pores do sol no Parque Nacional Los Cardones e realizando sessões de astrofotografia utilizando os gigantescos cactos cardones como elementos de composição sob um céu noturno simplesmente inacreditável. Foi um daqueles lugares onde a sensação de isolamento transforma completamente a experiência fotográfica.

A próxima etapa talvez tenha sido uma das mais impactantes da expedição: seguimos pela lendária Ruta 40 (a estrada que corta a Argentina de Norte a Sul), em longos trechos de terra até Cafayate, atravessando a surreal Quebrada de Las Flechas, formações geológicas que parecem pertencer a outro planeta. Pelo caminho cruzamos pequenos pueblos perdidos entre montanhas e desertos, como Seclantás, Molinos e Angastaco, vilas simples que reforçam a sensação de estar atravessando um território remoto e quase intocado, onde o turismo de massa ainda não chegou (e esperamos que fique assim). Pelo caminho, pastores de cabras e pequenos produtores rurais secando pimentões sob o Sol forte do deserto para produção de páprica deram o tom das fotografias feitas pelo grupo.

Permanecemos por três dias em Cafayate, a capital do vinho de altitude argentino, explorando a impressionante Quebrada de Las Conchas com seus monumentos naturais em pedra. Também pudemos conhecer a histórica Ciudad Sagrada de Quilmes (povo diaguita que resistiu 130 anos à ocupação espanhola e deixou para trás uma impressionante cidade de pedra) e também fotografando a fauna local, incluindo condores-andinos, zorros e os agitados periquitos locais, os  loros barranqueros.

Participamos ainda uma degustação de vinhos na famosa vinícola Piattelli, uma experiência que casou perfeitamente com os cenários áridos e montanhosos da região.

E como não poderia faltar, encerramos a expedição com mais uma sessão memorável de astrofotografia em Los Colorados — uma noite daquelas que lavam a alma, com céus absolutamente estrelados, cânions avermelhados e um silêncio difícil de descrever.

Terminamos a viagem de volta em Salta com um grupo extasiado pela experiência de percorrer cerca de 2.000 quilômetros em três veículos 4×4 através do noroeste argentino. Foram 9 dias cruzando cordilheiras, desertos de altitude, salares, sítios arqueológicos, estradas remotas e paisagens que parecem mudar a cada curva.

Fica aqui nosso enorme agradecimento ao grupo incrível que embarcou nessa aventura conosco e tornou essa jornada tão especial. O noroeste argentino certamente entrou para a lista dos destinos mais surpreendentes que já exploramos — e sem dúvida ainda voltaremos muitas vezes para essas terras andinas.

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá!

Fotos

Quer conhecer e fotografar o noroeste argentino com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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HD para expedições fotográficas https://gaveaexpedicoes.com.br/blog/hd-para-expedicoes-fotograficas/ Sun, 04 Jan 2026 01:21:00 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=4691

BLOG

HD para expedições fotográficas

O que realmente funciona em campo!

Fala pessoal tudo bom! 

Quando você está em uma expedição fotográfica, a produção de imagens é constante e dezenas, senão centenas dessas imagens jamais se repetirão novamente. Por isso, fazer um backup durante a viagem é uma forma inteligente de salvar a sua produção de um desastre, como a perda de um cartão de memória por exemplo. Um HD deixa de ser acessório e passa a ser parte da sua segurança de trabalho.

É claro que eu não estou recomendando aqui que você leve seu HD com suas preciosas fotos para uma expedição fotográfica! A ideia é ter um HD extra, apenas para uso nessas ocasiões, onde você possa armazenar temporariamente suas fotos durante a viagem. Dessa forma, ao chegar em casa, você poderá descarregar as fotos no seu HD “principal”, sempre mantendo uma cópia das fotos nos cartões de memória, até que todas estejam seguras no seu ambiente de trabalho. 

Abaixo vai um guia direto ao ponto sobre quais tipos de HD portátil fazem mais sentido em expedições e quais modelos hoje são os mais indicados para esse uso.

Esqueça HD mecânico. Prefira SSD portátil

Para expedição fotográfica, a principal recomendação é clara:

SSD portátil é muito mais indicado do que HD tradicional (com disco interno).

Quem é mais antigo, da era do início da informática, sabe que um HD de disco funciona como um disco de vinil; uma agulha gira sobre um disco de metal e lê as informações. Essa agulha representa uma parte móvel do HD, que pode se desprender em um impacto ou vibração mais forte por exemplo. Por isso os HDs de disco são indicados quando são utilizados estáticos, em uma mesa de trabalho – todos os meus 5 HDs “grandes” que somam 40TB, são de disco, e tá tudo bem. Porém, em viagens, especialmente expedições fotográficas, quando muito do deslocamento se dá em estradas off-road, barcos, trilhas e etc, a vulnerabilidade do HD de disco se mostra muito grande nessas situações e ele poderá sofrer um dano, destruindo sua estratégia de backup. Além disso, normalmente um HD de disco precisa de 2 fios; um para conectar ao laptop, e outro para conectá-lo a tomada, pois demandam muita energia para funcionar. Dessa forma você não consegue editar suas fotos em um barco por exemplo, um trem, ou mesmo um aeroporto, sem ficar próximo a uma tomada comum. 

Já os HDs feitos de SSD (memória sólida) são diferentes:

  • não possuem partes móveis

  • resistem muito melhor a impacto, vibração e transporte

  • são muito mais rápidos para descarregar cartões

  • consomem menos energia

  • esquentam menos

Por esses motivos, o HD SSD é a escolha ideal para uma expedição fotográfica, mesmo que custem mais caros do que os HDs convencionais de disco.

O que realmente importa ao escolher um SSD para expedição

1. Resistência física

HDs são equipamentos eletrônicos muito frágeis, por isso procure modelos com proteção contra impacto (tem vários) e algum nível de vedação contra poeira e respingos. Não é porque você vá jogar água nele — é porque poeira, areia e umidade são rotina em campo.

2. Conector USB-C e bom desempenho real

Na prática, você quer um HD que se conecte via USB-C (aquela USB menor) e com leitura e gravação, no mínimo, acima de 800MB/s., o que já reduz drasticamente o tempo de descarregamento dos cartões no fim do dia. Vamos lembrar que já existem cartões de memória (XQD e CF Express) com leitura e gravação acima dos 1.500MB/s. 

3. Tamanho e peso

Em expedições fotográficas, cada cabo e cada volume contam. SSD portátil compacto facilita transporte, organização e manuseio noturno.

4. Confiabilidade da marca

Não se economiza em HD de marcas desconhecidas. Lembre-se que lá dentro estarão as suas melhores fotos, toda a sua produção fotográfica de uma expedição. 

Modelos que funcionam muito bem em expedições fotográficas

Hoje, alguns dos SSDs mais usados por fotógrafos em expedições fotográficas são os modelos indicados abaixo. Geralmente bem leves e compactos – menores do que um celular por exemplo, eles não pesam na mochila e tem capacidade de 1TB a incríveis 8TB:

SanDisk Extreme Portable SSD

Marca: SanDisk
Modelos:
1 TB, 800 mb/s (ver na Amazon Brasil)
1 TB, 1050 mb/s (ver na Amazon Brasil)
2 TB, 800 mb/s (ver na Amazon Brasil)
2 TB, 1050 mb/s (ver na Amazon Brasil)
4 TB, 1050 mb/s (ver na Amazon Brasil)
8 TB, 1050 mb/s (ver na Amazon Brasil)

Leves, compactos e resistentes. É um dos modelos mais equilibrados para quem viaja muito. Eu mesmo tenho um de 1TB que me acompanha há anos, é bastante confiável. A reclamar, apenas do cabo USB-C dele, que eu acho muito curto, e com isso as vezes fica difícil usá-lo conectado ao laptop em superfícies como a cama de um hotel por exemplo, correndo o risco dele desconectar. 
Além dos modelos citados acima, a Sandisk tem uma linha Extreme PRO, com modelos de 1, 2 ou 4TB, e leitura na casa dos 2.000 mb/s. 

Lexar SL500 Portable SSD

Marca: Lexar
Modelos:
1 TB, 2.000 mb/s (ver na Amazon Brasil)
2 TB, 2.000 mb/s (ver na Amazon Brasil)
4 TB, 2.000 mb/s (ver na Amazon Brasil)

Um dos SSDs portáteis mais rápidos nesse segmento, com leitura de até ~2000 MB/s e escrita de até ~1800 MB/s, graças à interface USB 3.2 Gen 2×2. Ele é compatível com Windows, macOS, iOS e Android e tem construção em metal mais durável, com classificação IP54 para proteção contra poeira e respingos. Eu tenho um modelo desses, ele é ainda mais leve do que o Sandisk, mas não me parece tão resistente a quedas por exemplo, do que o concorrente citado. Por outro lado a Lexar tem a linha ARMOR 700 desse mesmo HD, esses sim mais robustos e com resistência à água e poeira. 

Samsung T7 Shield

Marca: Samsung
Modelos:
1 TB, 1.050 mb/s (ver na Amazon Brasil)
2 TB, 1.050 mb/s (ver na Amazon Brasil)
4 TB, 1.050 mb/s Titan (ver na Amazon Brasil)

Este modelo é conhecido por boa dissipação térmica e estabilidade, com desempenho sólido para transferência de grandes volumes. Com seu exterior emborrachado, a proteção contra impactos faz dele uma escolha muito confiável para trabalho de campo.

LaCie Rugged SSD4

Marca: LaCie
Modelos:
Rugged SSD4: 1TB, 2TB, 4TB, 4.000 mb/s (ver no site da Seagate Brasil)
Rugged Mini SSD: 500gb, 1TB, 2TB, 4TB, 2.000 mb/s (ver no site da Seagate Brasil)
Rugged SSD Pro: 1TB, 2TB, 4TB, 2.800mb/s (ver no site da Seagate Brasil)

 

A Lacie é uma das marcas mais respeitadas quando se fala de HD, (é uma marca premium da Seagate) especialmente para computadores Apple. Este modelo deles de Hd externo SSD é bem antigo e foi atualizado, porém ele é fisicamente maior do que os outros HDs apresentados aqui. ATENÇÃO ao pesquisar para comprar, pois existem modelos mais antigos à venda (e fisicamente iguais!) que são de disco, e não SSD. 

Voltado especificamente para uso outdoor, com corpo reforçado com uma estrutura de borracha e resistência física acima da média, este SSD é uma opção clássica entre fotógrafos que viajam com frequência. Como vantagem, sua velocidade de leitura e gravação é bem superior aos demais, batendo os 4.000 mb/s. Além da linha tradicional, eles tem um modelo MINI, que é menor e mais lenta (ainda assim, 2.000 mb/s) e o modelo PRO, que também é fisicamente menor, mas alcança velocidades de 2.800mb/s e promete tolerância de queda de 3 metros, resistência a esmagamento por carro de duas toneladas, e resistência à agua e poeira com classificação IP67.

Quantos HDs levar para uma expedição?

Normalmente, quando falamos de BACKUP, é preciso 2 cópias para sua segurança. O que eu faço nas viagens é manter as fotos no cartão de memória, enquanto a expdição se desenrola, e vou salvando diariamente uma cópia delas no HD externo, usando o laptop. Dessa forma, tenho sempre 2 cópias, uma no cartão de memória e outra no HD.

E quantos terabytes preciso para uma expedição fotográfica?

Essa pergunta é ótima e influencia diretamente na compra do seu HD. Em linhas gerais, expedições exclusivamente de fotografia de paisagem e astrofotografia consomem menos cliques, pois cada foto é pensada, enquadrada, feita uma a uma. Já expedições mais dinâmicas, como vida selvagem ou documental, clica-se muito mais, e o uso de um HD um pouco maior pode se fazer necessário. Tudo depende do “dedo nervoso” do fotógrafo e também de quantos megapixels tem a câmera dele, pois quanto mais megapixels, maior é o peso das fotos no armazenamento. Outra coisa que influencia no gasto de espaço é se o fotógrafo também faz videos na expedição, pois videos consomem muito mais espaço.

Eu particularmente nunca “estourei” um hd de 1TB em uma expedição, mas já cheguei perto disso em viagens fotográficas para gerar conteúdo para o Youtube, com muita foto e video sendo feita todos os dias. Eu clico bastante, “sem pena” e o meu consumo de espaço em disco em 2025 com a Canon R6 Mark II (24 megapixels) foi: 

  • Expedição Pantanal (vida selvagem, 9 dias): 265 GB
  • Expedição Amazônia (vida selvagem e paisagem, 7 dias): 272 GB
  • Expedição Patagônia (paisagem, 7 dias): 76 GB no grupo 1 (que foi basicamente paisagem) e 244 GB no grupo 2 (quando, além das paisagens, fotografamos um puma e outros bichos)
  • Parque das Emas (paisagem e vida selvagem, 6 dias): 196 GB
  • Raso da Catarina (astrofotografia e documental, 5 dias): 112 GB

Como você pode ver, não cheguei nem perto de gastar 1TB em cada expedição. Como eu sempre volto em casa a cada expedição, foi bem tranquilo utilizar um HD ssd de 1 terabyte. Porém, se a sua realidade é diferente, e você vai acumular essas fotos no HD entre expedições, ou também trabalha com video, eu sugiro pensar em 2TB para cima. 
 
No final das contas, a lição é: Não deixe de fazer um backup das suas fotos DURANTE a expedição! 
 
Abraços,
Marcello 

 

SOBRE O AUTOR

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Marcello Cavalcanti
Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e professor de fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. Marcello administra cursos online de fotografia por onde já passaram mais de 3.000 alunos. Desde 2021, lidera expedições fotográficas para destinos no Brasil e exterior. É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f/stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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O que é a escala de Bortle? https://gaveaexpedicoes.com.br/blog/o-que-e-a-escala-de-bortle/ Mon, 17 Nov 2025 05:28:00 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=4621

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O que é a escala de Bortle?

E como ela pode influenciar no sucesso de uma expedição de astrofotografia?

Laguna Colorada, Altiplano, Bolívia: Bortle 1

Fala pessoal tudo bom! 

A astrofotografia é um dos temas-chave da Gávea Expedições, porém não é tão simples montar uma expedição dessas. A primeira coisa que precisamos ver é o quão escuro realmente é aquele céu, e se vale ir até lá para fotografá-lo à noite.

Para decidir sobre isso, uma das ferramentas objetivas que utilizamos é a escala de Bortle.  

Escala de Bortle: o que é?

A Escala de Bortle foi criada por John E. Bortle para classificar a qualidade visual do céu noturno, a partir do que um observador consegue enxergar no céu a olho nu.

A partir dessa classificação, o céu noturno em questão recebe uma numeração, de 1 a 9, sendo: 

  • Bortle 1–2 → Céus excepcionais, ideais para astrofotografia profunda; típicos de regiões extremamente isoladas, muito longe de qualquer cidade ou vilarejo.

  • Bortle 3–4 → ainda excelentes para Via Láctea e paisagem noturna; típico de regiões rurais e/ou parques nacionais, afastados de cidades pequenas. 

  • Bortle 5–6 → céu já afetado por luz artificial, exige mais técnica; típico de cidades pequenas, longe dos grandes centros, com pouca iluminação noturna

  • Bortle 7–9 → ambiente urbano, grandes limitações para céu profundo. Céu típico das cidades médias e grandes. 

Alguns critérios são utilizados para essa classificação, como: 

  1. Brilho real do fundo do céu

    Este é o fator mais importante. Quanto mais claro é o fundo do céu (mesmo sem Lua), maior é a poluição luminosa — e pior é a classe de Bortle. É esse brilho de fundo que “lava” o contraste das estrelas, da Via Láctea e das nebulosas.

  2. Estrelas visíveis a olho nu

    Outro critério central é: qual é a estrela mais fraca que ainda pode ser vista sem equipamento. Em céus de classe melhor (Bortle 1 ou 2), o número de estrelas visíveis é muito maior. Em céus urbanos (Bortle 7 a 9), apenas as estrelas mais brilhantes permanecem visíveis.

  3. Aparência da Via Láctea
    A forma como a Via Láctea aparece no céu é um dos principais indicadores na escala. A classificação observa, entre outros fatores, se ela é claramente visível e se apresenta estrutura, com contraste entre regiões claras e escuras.

  4. Presença de “domos” de luz no horizonte
    A escala também considera o quanto o horizonte está contaminado por cúpulas de luz de cidades próximas, ou faixas luminosas visíveis ao redor do observador.

Lençóis Maranhenses: mesmo classificado como Bortle 2, é possível ver um grande clarão no horizonte; ali está a cidade de Barreirinhas, que influencia diretamente na piora da qualidade do céu noturno.

Outros dois fatores são importantes para definir a visualização do céu profundo: a altitude e a umidade do local. 

Quanto maior a altitude, menor a quantidade de atmosfera acima do observador, ou seja “menos ar” para desviar e absorver a luz das estrelas, proporcionando céus mais limpos e nítidos, com maior contraste entre estrelas e céu escuro.

A umidade é ainda mais crítica que a altitude para o fotógrafo. Alta umidade aumenta o espalhamento da luz artificial, aumenta o brilho do fundo do céu, reduz contraste e piora a transparência atmosférica. O resultado disso é que um local que apareça como um ótimo Bortle 3 no mapa, pode ser na verdade um Bortle 4 ou 5 em noites mais úmidas de verão.

Por conta da alta altitude (acima dos 3.500m) e baixa umidade – além é claro, de estarem totalmente isolados de cidades – , que locais como o deserto do Atacama no Chile, e a região do Salar de Uyuni na Bolívia, são adorados por astrofotógrafos. Em 2026 inclusive, vamos fazer uma expedição de fotografia de paisagem E astrofotografia para a região de Salta, na Argentina, “vizinha” desses dois desertos citados.

Céu classificado como Bortle 2, nas imediações de Cafayate, no norte da Argentina: certamente um dos melhores céus noturnos daquele país.

Astrofotografia no Brasil

O Brasil tem muitas regiões extremamente escuras, principalmente no Centro-Oeste, que tem poucas cidades e muitas áreas de Cerrado e também isoladas por enormes fazendas de monocultura, porém nossas terras não tem tanta altitude. Já a umidade se concentra bastante nas regiões de floresta e costeiras, deixando o Cerrado, a Caatinga e o Pantanal como as mais secas. 

A Caatinga reserva um lugar especial, o céu mais limpo do Brasil. Trata-se do Raso da Catarina, local remoto no sertão baiano, para onde fomos em 2025 em uma expedição fotográfica inédita, e voltaremos em 2026. Este céu é extremamente limpo classificado entre Bortle 2 e 1, ou seja no topo da escala. Basta dizer que o Raso da Catarina é um dos locais de menor índice pluviométrico do Brasil.

O incrível céu do Raso da Catarina, que pode ser classificado como Bortle 2 ou 1, dependendo da localidade.

Como saber os melhores lugares para astrofotografia? 

Existem alguns aplicativos para ver a Escala de Bortle aplicada no mapa, como o LightPollution Map, que tem uma versão web: https://www.lightpollutionmap.info/

Esse mapa tem uma navegação intuitiva, e ao dar zoom e clicar em qualquer local do planeta, ele indica qual é a escala de Bortle ali. Mesmo sem clicar, visualmente já dá para entender que quanto mais intensa a cor, mais luz há naquela região. Repare que as cores coincidem com as regiões mais populosas, e por consequência, com céu de baixa qualidade para astrofotografia. Já as áreas escuras no mapa são automaticamente classificadas como Bortle 1, pois são afastadas/isoladas dos grandes centros.

Muita gente planeja uma expedição de astrofotografia olhando apenas a fase da Lua e a previsão do tempo, mas esquece que a PL (poluição luminosa) das cidades é um fator determinante para o sucesso ou fracasso de uma empreitada fotográfica como essa. 

Em expedições de astrofotografia, o céu é o principal equipamento, e a escala de Bortle é a forma mais rápida de saber se ele realmente vai jogar a seu favor. 

SOBRE O AUTOR

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Marcello Cavalcanti
Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

foto-perfil-marcello

Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e professor de fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. Marcello administra cursos online de fotografia por onde já passaram mais de 3.000 alunos. Desde 2021, lidera expedições fotográficas para destinos no Brasil e exterior. É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f/stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Como foi: Salta 2026

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Em 2025, fizemos pela primeira vez uma variação no nosso tradicional roteiro do Pantanal, com o Cruzeiro Pantaneiro.

Ao invés de ficarmos baseados no Porto Jofre, dessa vez iniciamos a jornada fotográfica por lá, fotografando as onças-pintadas do PArque Estadual Encontro das Águas, mas depois partimos em um incrível cruzeiro,

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Viajar com equipamento fotográfico gera dúvidas sobre a Receita Federal na volta ao Brasil. Neste post, explicamos quando câmeras e lentes são consideradas uso pessoal, quando há risco de tributação e como evitar problemas. Incluímos orientações práticas e um checklist para você retornar tranquilo da sua expedição.

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Aconteceu em julho de 2025 nossa 1º expedição fotográfica na Reserva Mamirauá, no coração da Amazônia. Criada para proteger um dos ecossistemas mais ricos e sensíveis da Amazônia, Mamirauá encontrou seu equilíbrio ao colocar as comunidades ribeirinhas no centro da conservação. Aqui, a floresta em pé, os lagos preservados e

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Como foi: Parque das Emas 2025

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Como foi: Cruzeiro Pantaneiro 2025 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/cruzeiro-pantaneiro-2025/ Mon, 20 Oct 2025 16:50:00 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3658

Expedição Cruzeiro Pantaneiro 2025

Relato de viagem

Em 2025, fizemos pela primeira vez uma variação no nosso tradicional roteiro do Pantanal, com o Cruzeiro Pantaneiro.

Ao invés de ficarmos baseados no Porto Jofre, dessa vez iniciamos a jornada fotográfica por lá, fotografando as onças-pintadas do PArque Estadual Encontro das Águas, mas depois partimos em um incrível cruzeiro, com o nosso próprio barco-hotel, navegando pelas águas do Rio São Lourenço em direção à Serra do Amolar, um dos lugares mais intocados e (ainda) pouco conhecidos do Pantanal. Tivemos todo o barco exclusivamente para o nosso grupo, e fomos acompanhados pelas meninas da produtora audiovisual BeAware Collective, que estavam gravando um documentário sobre a Serra do Amolar.

A expedição seguiu por dias nesse ritmo, observando a riquíssima fauna do Pantanal e também as paisagens que se descortinaram ao longo do trajeto, como a morraria da Serra do Amolar – um tanto quanto “cinzas” no dia que passamos por lá, o que rendeu fotos dramáticas em preto-e-branco – além dos alagados, grandes lagoas, pântanos e um sem fim de vegetação pantaneira. Flagramos todo tipo de espécies típicas do Pantanal além da onça, como a águia-pescadora, ninhos de tuiuiú, famílias de bugio, e registramos inclusive a rara “dança do acasalamento” dos jacarés-do-pantanal, quando o macho treme o corpo para provocar uma vibração na água. 

Terminamos o cruzeiro em Porto Morrinhos, próximo a Cáceres, com muitas fotos e um grupo extremamente feliz e satisfeito por mais essa jornada fotográfica inédita. Deixo nosso agradecimento ao grupo especial de fotógrafos que topou essa aventura (que certamente repetiremos!) e também a toda equipe do barco-hotel, que nos deixou absolutamente confortáveis e a vontade durante todo o trajeto. Obrigado e até a próxima! 

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá! 

Fotos

Quer conhecer e fotografar o Pantanal com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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Como foi: Raso da Catarina 2025 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/raso-da-catarina-2025-2/ Mon, 22 Sep 2025 16:49:34 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3656

Expedição Raso da Catarina 2025

Relato de viagem

Em agosto de 2025 fizemos a primeira edição da expedição Raso da Catarina, uma remota região no sertão baiano, um dos lugares mais secos e desconhecidos do Brasil, e portanto um dos melhores para visualização e fotografia do céu noturno. Elaboramos essa expedição inédita com o astrônomo e astrofotógrafo Igor Borgo, que desbravou o local anos antes para conhecer e registrar aquele céu espetacular. 

Nossa expedição tinha como foco principal a astrofotografia, porém adicionamos algumas experiências transformadoras no roteiro. Pudemos fotografar as raríssimas araras-azuis-de-lear, endêmicas do Raso da Catarina e que vivem em grupos nas encostas dos paredões rochosos da Caatinga, e também tivemos a oportunidade de conhecer um grupo da etnia Pankararé, que performaram para os nossos fotógrafos o seu ritual sagrado, conhecido como “Praiá” quando os participantes vestem um traje típico e dançam ao cair da noite entoando cantos próprios. As fotos abaixo não nos deixam mentir em como essas experiências foram sensacionais! 

Sobre o céu do Raso da Catarina, podemos dizer que é um dos mais límpidos do Brasil, e oscila entre Bortle 1 e 2 na escala de Bortle, a depender da região do Raso. Isso significa que é possível ver, a olho nu, infinitas estrelas, constelações, nebulosas, galáxias, além da Via Láctea, que apareceu todas as noites para o grupo, rasgando o firmamento e proporcionando ótimas fotos. Pudemos também praticar muito com o lightpainting, iluminando artificiamente os paredões dos cânions e árvores, para criar fotografias fenomenais, juntando o visual da caatinga com o céu estrelado. 

Deixamos aqui o nosso muito obrigado ao amigo Igor Borgo por ter organizado essa expedição conosco, e também a todos os participantes que toparam essa aventura inédita até então! Também precisamos agradecer a todo o pessoal do receptivo no Raso da Catarina que nos tratou tão bem, e aos Pankararé que nos deram um lindo espetáculo! 

Fotos

Quer fazer uma expedição de astrofotografia com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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Cheguei no Brasil. Vão taxar minha câmera? https://gaveaexpedicoes.com.br/blog/cheguei-no-brasil-vao-taxar-minha-camera/ Sun, 13 Jul 2025 02:47:00 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=4788

BLOG

Cheguei no Brasil. Vão taxar minha câmera?

Entenda, definitivamente, como funciona a lei brasileira.

E aí? declarar ou não declarar? Eis a questão!

Fala pessoal tudo bom! 

Essa é uma das perguntas que a gente mais escuta antes de uma viagem internacional: “Marcello, e se a Receita implicar com minha câmera quando eu voltar? e as minhas lentes? vou fazer a expedição com 2 câmeras, e aí?”

Respira. Na imensa maioria dos casos, não há problema nenhum.

Mas vamos explicar direito como funciona.

1) O que a Receita Federal considera bagagem?

De acordo com a Receita Federal do Brasil, tudo aquilo que você leva ou traz em função da viagem pode ser considerado bagagem. Isso inclui bens de uso pessoal — e aí entram os equipamentos fotográficos que você efetivamente utilizou durante a expedição. Ou seja: se você saiu do Brasil com sua câmera para fotografar aurora, onça, águia ou paisagens andinas… ela continua sendo sua câmera na volta.

Não é importação.
Não é compra no exterior.
É seu instrumento de trabalho.

2) Equipamento fotográfico é considerado uso pessoal?

Sim, desde 2010, especialmente quando está:

  •  usado
  • sem caixa
  • compatível com o tipo de viagem
  • em quantidade coerente

Uma câmera no pescoço, duas ou três lentes na mochila, um tripé, drone… tudo isso é absolutamente comum para um fotógrafo em expedição.

O que pode gerar problema?

  • Equipamentos novos, lacrados

  • Várias unidades iguais

  • Itens claramente comprados fora

  • Quantidade incompatível com uso pessoal

A Receita pode entender que se trata de compra no exterior e aplicar tributação (50% sobre o valor excedente da cota de US$ 1.000,00).

3) E essa cota de US$ 1.000?

A cota de isenção para compras no exterior (via aérea) é de US$ 1.000.

Mas atenção:
Essa regra vale apenas para bens adquiridos fora do país. Ela não se aplica ao equipamento que já era seu antes da viagem, independentemente de quando ele foi comprado, nem câmeras compradas no Brasil. Uma câmera e uma lente (compradas no exterior, em alguma viagem) são considerados itens de uso pessoal, assim como livros, roupas, um celular e um relógio de pulso por exemplo. Assim está, no Artigo 2º, § 1º, da Instrução Normativa 1059/2010, que você pode ler na íntegra nesse link. 

Outra informação relevante: na Instrução Normativa citada não há qualquer menção ao tipo de câmera, se profissional ou amadora, se custa US$500 ou US$5.000. Portanto teoricamente o fiscal não pode julgar o preço da sua câmera para tentar incluí-la na cota de US$ 1.000, uma vez que a câmera é considerada, desde 2010, item de uso pessoal.

Agora, caso você esteja fazendo uma expedição fotográfica com mais de uma câmera e/ou várias lentes, o entendimento sobre todos os itens serem bens de uso pessoal fica, sim, a cargo do fiscal da Receita Federal no aeroporto, Porém, normalmente, você poderá argumentar apresentando alguns documentos (citados na checklist abaixo) e inclusive mostrando suas fotos da expedição, fotos em grupo, voucher de viagem, etc, para provar que todo aquele equipamento foi sim de uso pessoal e se fez necessário na viagem em questão.

Lembre-se que o Artigo 2º,  § 1º da Instrução Normativa faz uma menção ao inciso VII, que diz: “bens de caráter manifestamente pessoal: aqueles que o viajante possa necessitar para uso próprio, considerando as circunstâncias da viagem e a sua condição física, bem como os bens portáteis destinados a atividades profissionais a serem executadas durante a viagem, excluídos máquinas, aparelhos e outros objetos que requeiram alguma instalação para seu uso e máquinas filmadoras e computadores pessoais; e”

Traduzindo o inciso: bens que o viajante possa necessitar para uso próprio e que tenha a ver com o tema da viagem são considerados itens pessoais. Isso é exatamente o que ocorre em uma expedição fotográfica. No inciso ele cita ainda “excluídos máquinas” mas nesse caso trata-se de máquinas de natureza genérica, como equipamentos eletro/eletrônicos, e não máquinas fotográficas.

Então posso viajar tranquilo?

Sim — desde que você siga algumas boas práticas simples. Fotógrafos profissionais viajam o tempo todo com equipamentos de alto valor. Isso é rotina para a Receita. O que gera retenção normalmente não é o equipamento em si — é a suspeita de que ele foi comprado no exterior e não declarado.

E aqui cabe um depoimento pessoal. Eu já fiz mais de 20 viagens para fotografar (fora do Brasil), sejam expedições ou viagens solo, e normalmente levo 2 câmeras, 3 ou 4 lentes, 1 gopro, 1 laptop e todos os acessórios que acompanham essa parafernália. Posso garantir que JAMAIS tive qualquer problema no retorno ao Brasil. Se muito, quando pediram para abrir a mochila, mostrei o equipamento e quando comecei a dizer que era fotógrafo, e que vinha de tal lugar, o funcionário já entendeu e me liberou. Só o aspecto de usado do equipamento, dentro da mochila, já entrega que não estou importando nada, ou muito menos comprando para revenda.

Checklist Gávea Expedições — como evitar qualquer dor de cabeça

Antes de viajar:

  • Leve consigo as notas fiscais (digitais já ajudam, guardadas no celular, ou em uma nuvem pessoal como o Google Drive ou o Dropbox)
  • Tenha uma cópia da apólice de seguros do seu equipamento, o que também prova que ele já era seu antes da viagem.
  • Faça fotos do equipamento antes de embarcar, com o celular, que registra oficialmente data e hora das fotos;
  • Evite levar/usar embalagens originais;
  • Se quiser segurança extra, registre seus bens na e-DBV (Declaração Eletrônica de Bens do Viajante)


Na volta ao Brasil:

  • Se não comprou nada relevante fora, pode usar o canal “Nada a Declarar,” e, mesmo que seja intimado a abrir as malas, apresente tranquilamente seus documentos citados para provar que o equipamento já era seu.
  • Se comprou equipamento novo, declare — a multa por omissão é muito maior que o imposto!


Resumindo: seu equipamento fotográfico usado não é importação.
É ferramenta de trabalho.
É bagagem.

A Receita Federal do Brasil não está interessada em penalizar fotógrafos que viajam com seu próprio material — o foco é mercadoria adquirida no exterior sem declaração.

Viajar preparado é viajar tranquilo!

Abraços,
Marcello

 

SOBRE O AUTOR

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Marcello Cavalcanti
Fotógrafo e fundador da Gávea Expedições, Marcello atua há mais de duas décadas na fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. É professor e criador de cursos online de fotografia, com mais de 3.000 alunos, e desde 2021 lidera expedições fotográficas no Brasil e no exterior, unindo curadoria de destinos e experiências imersivas. Tem cinco livros publicados e é parceiro das marcas Canon do Brasil, f-stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Marcello Cavalcanti

Fotógrafo e professor de fotografia de paisagem, natureza, astrofotografia e vida selvagem. Marcello administra cursos online de fotografia por onde já passaram mais de 3.000 alunos. Desde 2021, lidera expedições fotográficas para destinos no Brasil e exterior. É parceiro de marcas como Canon do Brasil, f/stop Gear, Vallerret e K&F Concept.

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Como foi: Amazônia 2025 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/amazonia-2025/ Tue, 01 Jul 2025 16:49:18 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3654

Expedição Amazônia - Mamirauá 2025

Relato de viagem

Aconteceu em julho de 2025 nossa 1º expedição fotográfica na Reserva Mamirauá, no coração da Amazônia. Criada para proteger um dos ecossistemas mais ricos e sensíveis da Amazônia, Mamirauá encontrou seu equilíbrio ao colocar as comunidades ribeirinhas no centro da conservação. Aqui, a floresta em pé, os lagos preservados e a fauna protegida caminham junto com o manejo sustentável do pescado, da madeira e de outros recursos naturais.

O resultado é simples e poderoso: a natureza se recupera, a vida das pessoas melhora — e a floresta continua existindo, não como paisagem distante, mas como parte do cotidiano de quem a chama de casa. E por falar em casa, nossa expedição fotográfica passou por uma dessas comunidades para documentar seu modo simples de vida, com imagens poderosas de como o Brasil é diverso. 

Antes de chegar à Reserva, porém, passamos um dia em Manaus, onde pudemos fazer uma photowalk pela cidade e também pelo Mercado Central, finalizando o dia no MUSA – Museu da Amazônia. Já em Mamirauá, nos hospedamos no Uakari Lodge, um flutuante com bastante conforto, e dali fizemos incursões diárias de barco ou caiaque rumo aos igapós – a floresta alagada. O visual impressiona pela altura das árvores, vasta biodiversidade – jacarés-açú, preguiças, macacos, botos, serpentes, iguanas, ciganas, araras e papagaios, entre outros – e também pelo forte calor durante o dia, que provocava tempestades impressionantes ao longe à tarde. Tudo era tema para os nossos fotógrafos que puderam aproveitar ao máximo essa expedição inédita para nós. 

Para organizar as ações do grupo conosco, tivemos a presença ilustre do fotógrafo carioca Vitor Marigo, que mantém uma íntima relação com a reserva; seu pai, o fotógrafo conservacionista Luis Claudio Marigo (1950-2014) foi um dos responsáveis pela criação dessa reserva, em parceria com o biólogo José Marcio Ayres (1954-2003). 

Um de nossos objetivos principais com essa expedição era tentar ver e fotografar o mítico primata Uacari-branco (Cacajao calvus calvus), um macaco de visual muito diferente e bem arisco. Foi díficil, mas conseguimos algumas fotografias desse animal raro que só pode ser visto nessa região.

Muito obrigado a todos os participantes dessa incrível jornada que certamente marcou a história da Gávea Expedições, e também a todos os funcionários e guias do Uakari Lodge que trataram de forma impecável o nosso grupo. Até breve! 

Fotos

Quer conhecer e fotografar a Amazônia com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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Como foi: Parque das Emas 2025 https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/parque-das-emas-2025/ Wed, 07 May 2025 16:43:54 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3648

Expedição Parque das Emas 2025

Relato de viagem

Aconteceu em junho/2025 nossa 1º expedição fotográfica no Parque Nacional das Emas, no estado do Goiás. O objetivo principal dessa expedição era fotografar o elusivo lobo-guará, espécie-símbolo do bioma cerrado, em seu ambiente natural.

Foram 5 dias imersos nessa que é a maior unidade de conservação do cerrado no país, com 133 mil hectares, e vimos não só o lobo-guará mas dezenas de outras espécies locais, entre mamíferos e aves – muitas delas endêmicas.

Além disso, fotografamos paisagens belíssimas e típicas do cerrado como manhãs frias com forte névoa entre as árvores, descampados repletos de cupinzeiros e tempestades de chuva e raios impressionantes ao largo do horizonte.

Nosso grupo foi de 11 participantes, fotógrafos e fotógrafas de todas as idades e níveis técnicos, alguns mais avançados e outros mais iniciantes, mas todos puderam aprender bastante com as nossas sessões práticas durante a expedição, treinando técnicas de foco e velocidade para fotografia de vida selvagem e também composição e criatividade para fotografia de paisagem.

No último dia de viagem, uma surpresa. Encontramos um filhote de cachorro doméstico abandonado no Parque – um crime federal, pois é proibido o acesso de cães a parques nacionais no Brasil – e realizamos o resgate do mesmo, levando-o em nosso carro-safari de volta a pousada, e no dia seguinte em nossa van privada até Campo Grande (MS) para que fosse devidamente adotado. 

Veja abaixo algumas fotos que produzimos por lá! 

Fotos

Próxima expedição ao Parque das Emas

É bem provável que façamos uma próxima expedição ao Parque Nacional das Emas, dessa vez para ver também a famosa bioluminescência dos cupinzeiros! 

Anima ir conosco nessa próxima aventura? Entre em contato e reserve sua vaga!

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Como foi: Patagônia 2025 (2 turmas) https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/patagonia-2025/ Wed, 30 Apr 2025 16:41:18 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3642

Expedição Patagônia 2025 - 2 turmas

Relato de viagem

Em 2025 fechamos duas expedições fotográficas para a Patagônia, mostrando a força do nosso trabalho! A expedição foi idealizada por Marcello Cavalcanti, em parceria com a Pixel Expedições.

Nessas expedições, iniciamos pela cidade de El Calafate, na Argentina, onde pudemos visitar e fotografar o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores reservas de água doce do planeta. No dia seguinte, viajamos até a fronteira com o Chile, e cruzamos em direção ao Parque Nacional Torres del Paine, um dos lugares mais desejados pelos fotógrafos de paisagem. A ideia aqui é explorar ao máximo as possibilidades fotográficas do parque, desde amanheceres gelados passando por roteiros entre as montanhas e fins de tarde espetaculares. Conhecemos mirantes como o da cachoeira Salto Grande, Mirador Lago Nordenskjold, Mirador Explora, Laguna Amarga, Laguna Azul, Cascada Rio Paine, além de subir ao Mirador Condor e também o já clássico – e secreto – Mirador Cavalcanti. 

Nossos dois grupos pegaram climas muito diferentes, mas que renderam ótimas fotos. O primeiro grupo teve dias mais azuis e pores do sol mais coloridos; já o segundo grupo teve dias mais fechados, porém uma noite incrível de astrofotografia em pleno parque e um encontro inesquecível com um puma, que passou a poucos metros de nós. Assim é a Patagônia: sempre imprevisível, mas igualmente bela em qualquer situação. 

Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos os participantes dos dois grupos, que nos encheram de alegria pela confiança no nosso trabalho em nossa última parceria com a Pixel Expedições. E também, agradecer a toda equipe de guias e hoteis que nos atendeu na Patagônia, sempre com um carinho fora do comum. Até a próxima! 

 

Fotos

Veja abaixo algumas das fotos produzidas nessas expedições.

Quer conhecer e fotografar a Patagônia com a Gávea Expedições? Entre em contato conosco para conhecer a nossa programação!

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Como foi: Mico-leão-dourado (2 edições) https://gaveaexpedicoes.com.br/expedicoes-realizadas/mico-leao-dourado-2025/ Wed, 12 Mar 2025 16:41:50 +0000 https://gaveaexpedicoes.com.br/?p=3646

Workshop Mico-leão-dourado 2024-2025

Relato do workshop

Desde 2024, idealizamos um workshop de fotografia de vida selvagem no Parque Ecológico do Mico-leão-dourado, em Silva Jardim, no interior do estado do Rio de Janeiro. A proposta é conduzir os participantes a situações reais de fotografia de fauna na Mata Atlântica — um dos biomas mais desafiadores para se fotografar, tanto pela densidade da vegetação quanto pelo forte contraste entre luz e sombra no interior da floresta.

As duas edições realizadas até agora foram um sucesso absoluto. Com o apoio da equipe de guias e pesquisadores da reserva, conseguimos localizar grupos de micos-leões-dourados em um dos fragmentos mais bem preservados da Mata Atlântica da região. Após um longo e emocionante momento de observação e fotografia, com os micos saltando entre os galhos ao redor do grupo, seguimos para o centro de visitantes, onde acontece uma aula de educação ambiental e conservação. Ali, os participantes conhecem de perto as subespécies de micos-leões existentes no Brasil e também a história da luta para salvar a espécie, que na década de 1980 chegou a ter menos de 200 indivíduos na natureza, à beira da extinção. Hoje, mais de 40 anos após o início do trabalho da Associação Mico-Leão-Dourado, existem pouco mais de 4.500 animais vivendo livres nessa região — a única área do mundo onde é possível observar a espécie em seu ambiente natural. Um número que ainda reforça o quanto esse esforço precisa ser permanente, cuidadoso e resiliente.

A reserva guarda ainda outros segredos: a existência de uma incrível biodiversidade típica de Mata-atlântica, com preguiças, macacos-prego, tucanos, serpentes e espécies de aves como o tangará-rajado, o cambada-de-chaves e o cabeça-encarnada, que são típicos dessa mata de baixada.

Deixamos aqui nosso agradecimento a todos os fotógrafos que já participaram conosco dessa experiência tão especial, e um agradecimento ainda mais carinhoso a toda a equipe da Associação Mico-Leão-Dourado, por viabilizar um workshop que é tão importante para a Gávea Expedições. Seguimos com novas edições em breve.

Fotos

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